Ela agia como se já fosse a dona daquilo tudo.
Sim, naquele momento, Isabela era quem mandava na família Pereira.
E ninguém sabia por que Sérgio a protegia tanto. No caso da criança, certamente ele também devia ter mexido os pauzinhos por trás, não?
Uma coisa tão grave...
E, mesmo assim, ela ainda não tinha sido levada pela polícia.
Ainda tivera tempo de sobra para voltar à família Pereira e transformar aquele lugar num inferno.
O ódio de Taís fervia.
O de Bruna também.
Só que, naquele momento, uma não ousava retrucar, e a outra simplesmente não tinha forças para isso.
Isabela soltou, em tom preguiçoso:
— Sinceramente... Voltar pra cá e ainda ter que resolver tudo na força. Isso cansa qualquer um.
Aquela frase quase matou Taís e Bruna de raiva.
Bastava uma ordem de Isabela para que viessem esmagá-las sem piedade, e ainda era ela quem dizia estar cansada?
Cansada de quê?
Isabela fez um gesto leve com a mão.
— Solte.
— Sim.
Wallace assentiu e fez um sinal para a empregada que, sozinha, mantinha as duas sob controle.
No instante em que foi solta, Bruna sentiu como se tivesse voltado à vida.
Há pouco, ela realmente tinha achado que ia morrer.
Maldita Isabela... Será que enlouqueceu de vez?
Já que sabia muito bem que ainda não tinha se divorciado de Cristiano, então Bruna continuava sendo sua sogra.
E, mesmo assim, ela ousava tratar a própria sogra daquele jeito.
Era um absurdo.
Depois de recuperar um pouco o fôlego, Bruna ergueu os olhos para Isabela, tomada de ressentimento.
— Você... Você se atreveu a me tratar assim!
No instante em que abriu a boca, Bruna ainda sentiu a garganta arder de dor.
Mas, assim que as palavras saíram, Isabela lançou para ela um olhar gelado.
Taís se apressou em falar, aflita:
— Mãe, para.
O dorso da mão dela ainda estava inchado de tanto ser pisado.
As pessoas que Sérgio tinha mandado para Isabela daquela vez pareciam assustadoramente eficientes. Havia pouco, ela simplesmente não tinha conseguido se soltar, por mais que lutasse.
Bruna estava a um passo de enlouquecer de raiva.
Como poderia engolir aquela humilhação?
Na sala, os pertences atirados do andar de cima continuavam espalhados numa bagunça deplorável.
E Isabela não demonstrava o menor incômodo com aquilo.
Naquela manhã, a cozinha já tinha preparado uma sopa para ela e, logo em seguida, começou a providenciar o almoço. As cozinheiras originais da família Pereira, porém, nem conseguiam entrar.
À medida que a hora do almoço se aproximava, elas continuavam barradas do lado de fora, sem sequer conseguir passar pela porta da cozinha.
Depois de subirem, Bruna e Taís se trancaram no quarto de Lílian e não saíram mais de lá.
Assim que entrou, Bruna foi direto para a varanda ligar para Cristiano.
Lílian não fazia ideia do que tinha acontecido lá embaixo. Só percebeu que o rosto de Taís estava inchado e que o dorso da mão dela estava vermelho e tumefeito, marcas evidentes de que alguém a tinha agredido.
Mas, num lugar como a mansão da família Pereira, quem seria capaz de bater nela?
— O que aconteceu com o seu rosto? — Perguntou Lílian, com preocupação na voz.
O emocional de Taís também estava por um fio, mas, diante de Lílian, ela ainda conseguia se controlar um pouco melhor.
Falou, tomada de indignação:
— Quem mais poderia ter sido? Isabela. Ela enlouqueceu de vez.
Havia pouco, ela tinha feito Taís implorar.
Quem Isabela pensava que era, afinal?
E agora ainda queria voltar a viver ali.
O processo de divórcio com o irmão já tinha começado e, mesmo assim, ela ainda queria voltar.
Antes, no fim do ano, nos feriados, ou quando a mãe organizava encontros com as madames e mandava chamá-la, por que nunca aparecia?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...