Os dois discutiam incessantemente dentro da casa, enquanto uma silhueta surgia silenciosamente na porta da mansão.
Antonio exclamou: “Senhora, a Sra. Florença voltou!”
Ao ouvirem isso, todos à mesa levantaram a cabeça e olharam para a entrada.
Ao ver a garota, Cláudia se espantou por um instante e, no segundo seguinte, zombou friamente: “Você ainda sabe voltar para casa?”
Era exatamente o que ela esperava.
Florença, tendo finalmente saído do interior, agora podia desfrutar do luxo e da riqueza da família Braga. Como poderia abrir mão de tudo tão facilmente e sair de casa de forma precipitada?
No final, ela não teve outra escolha senão voltar obedientemente.
“Eu só vim buscar minhas próprias coisas.” Florença lançou-lhe um olhar indiferente e subiu as escadas. “De agora em diante, vou morar na escola.”
Cláudia ficou imediatamente paralisada, olhando incrédula para as costas de Florença.
Assim que entrou no quarto, Florença começou a arrumar suas roupas e pertences, enchendo rapidamente a mala.
Ela desceu as escadas arrastando a bagagem.
Ao verem a cena, os membros da família Braga ficaram com expressões desagradáveis.
“O que você está fazendo?” Hermínio a fitou com intensidade. “Já se passaram tantos dias, e ainda não foi o suficiente para você parar com isso?”
Ele nunca entendeu: Florença foi quem errou, então por que ela continuava com aquele comportamento irritante?
O que aquilo significava? Ela realmente pretendia sair de casa?
“Se quer ir, vá! Quem é que faz questão de cuidar de você?” Alvito falou, irritado. “Uma caipira dessas, com esse temperamento? E ainda se acha uma dama da alta sociedade?”
Sem Florença, aquela casa ficaria bem melhor.
Nunca mais alguém disputaria nada com Gisele, ninguém mais poderia fazer mal a ela.
Aquilo deveria ser algo bom, mas por que então sentia tanta raiva por dentro?

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