O carro de Christina não tinha ido muito longe, então o motorista deu meia-volta na mesma hora e voltou para o South Bridge Alley.
Ela e Walt ficaram na linha o tempo todo. Christina estava mais familiarizada com as ruas da cidade S do que Adolph, então, depois de ouvir a descrição geral de Walt, soube logo aonde ir e direcionou Gabriel e os outros até ele.
Quando eles chegaram, Adolph estava deitado no chão coberto de sangue. Seu terno elegante estava sujo, sangue escorria por seu rosto e suas bochechas estavam machucadas.
As pupilas de Christina se contraíram ao sentir o coração apertar.
Ela tinha ouvido pelo celular que Adolph havia sido atacado, mas não esperava que ele estivesse tão machucado. Quem teria feito aquilo com ele?
"Senhora, você finalmente chegou!"
Walt estava em pânico. Ele segurava Adolph nos braços sem coragem de se mover, pois estava com medo de que o corpo de seu chefe, que já não era muito forte originalmente, ficasse imobilizado mais uma vez. Se isso acontecesse, aí sim ele seria um pecador por milhares de anos e nunca encontraria rendição.
Ele já tinha chamado a ambulância e a polícia, mas Christina fora mais rápida do que elas.
Ela deu alguns passos rápidos e correu para perto deles. Sua expressão ficou fria assim que viu as feridas de Adolph, tão gelada quanto um dia frio de inverno. "Quem fez isso?"
"Não sei." Walt balançou a cabeça, quase chorando de procupação. "O Sr. Santos disse que queria andar sozinho, então os guarda-costas e eu ficamos a uma certa distância. Quando chegamos perto dele, vimos um grupo de homens de preto o cobrindo com um saco e espancando-o. Eles fugiram quando nos viram."
Se ele não tivesse visto com os próprios olhos, não acreditaria que o Sr. Santos tinha apanhado daquele jeito. Foi realmente uma cena miserável.
"Sr. Santos! Adolph!"
Christina deu um tapinha no rosto do ex-marido e o chamou duas vezes. Ela usou força grande, e Walt ficou muito angustiado. "Senhora, por favor, seja gentil, mais gentil..."
"Coloque-o no chão." Christina o ignorou, puxou o saco que estava ao lado e o colocou sob o corpo de Adolph. Depois ela se deitou para ouvir os batimentos cardíacos dele, verificou seu pulso e estendeu a mão para sentir seu corpo.
Walt observou a movimentação dela com espanto. Se fosse uma médica, ele pensaria que a mulher estava cuidando dele, mas, para ele, parecia que Christina estava se aproveitando do Sr. Santos.
A expressão de Christina se acalmou e ela deu um suspiro de alívio. Felizmente, eram apenas feridas externas e os ossos dele estavam intactos. Parecia que aqueles bandidos só queriam lhe dar uma lição e não pretendiam matá-lo.
Olhando para o saco, ela de repente se lembrou das palavras raivosas de seu irmão: "Vou bater nele por você". Seus olhos de repente escureceram; ela realmente esperava que aquilo não tivesse sido culpa de Martin.
Ignorando os pensamentos repentinos, Christina instruiu com voz grave: "Não podemos esperar mais. Levem-no para o carro. Gabriel, entre em contato com o hospital mais próximo e prepare a equipe médica. Vamos para lá agora mesmo!"
"Entendido!"
Com as ordens dadas, todos se moveram e logo levaram Adolph para o hospital.
A equipe médica o colocou em uma maca e perguntou sobre sua condição. Christina respondeu, calma: "Ele foi atacado e tem várias contusões nos tecidos moles, mas nenhuma lesão nos ossos ou na cabeça. No entanto, a possibilidade de uma concussão não deve ser descartada. Ele já sofreu um grave acidente de carro antes de três anos e passou por uma grande operação. Seu tipo sanguíneo é AB e ele tem histórico de alergia a medicamentos..."
Walt, que seguia atrás deles ouvindo o relatório detalhado de Christina sobre Adolph, ficou atordoado de novo. A ex-mulher de seu chefe parecia conhecê-lo melhor do que ele.
A equipe médica ouviu Christina e supôs que ela era a acompanhante do paciente, então disse: "Não se preocupe. Deixe-o conosco."
Christina respondeu com um murmúrio e, quando ia soltar a maca, sentiu sua mão sendo agarrada de repente. Ninguém sabia quando ele tinha acordado, mas Adolph segurava a mão dela com força e a fitava com um olhar indefeso e desolador.
A cena de quando ele havia operado três anos antes aflorou na mente dela. Naquela época, os ferimentos de Adolph eram centenas de vezes mais graves do que eram agora.


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