No caminho, Adolph segurou a mão de Christina com força, ele estava bastante pegajoso.
Christina até o mirou com frieza, mas nem assim ele a soltou.
Às vezes ele fingia que estava com frio e outras vezes a machucava. Ele usava várias justificativas, então Christina deixou de prestar atenção nele.
Ele ficou bastante relutante em soltá-la ao sair do carro, e ela já não sabia se o suor que sentia na mão era dele ou dela.
"Estou indo embora", Adolph lhe disse.
"Ok".
Mas ele não saiu do carro nem moveu o corpo. Apenas lhe perguntou: "Você não está se esquecendo de alguma coisa?"
Christina franziu a testa, intrigada. "O que seria?"
Adolph levantou a mão e tocou a própria boca. "Quando os namorados normais se despedem, eles não se beijam?"
Quem era namorado dela?
Christina estreitou os olhos. "Se você quiser morrer, posso te dar uma carona."
A porta se fechou, e o carro foi embora.
Adolph ficou onde estava, observando enquanto o carro de Christina entrava no trânsito e desaparecia de vista. Ele se sentiu chateado.
Que mulher sem coração era ela.
No entanto, o olhar solitário logo se transformou em determinação. Mesmo que ainda não estivessem juntos, ele tinha dado um grande passo.
E a fé movia montanhas.
Ele não acreditava que ela pudesse se livrar dele.
......
Como Hyman também tinha ido à cidade N, os três parceiros estavam todos lá, e o projeto do hipódromo estava em pleno andamento.
As responsabilidades de cada um deles estava bem delimitada, e eles trabalhavam bem na parceria. Adolph tinha ficado na cidade S por mais de meio mês por causa disso, então ele tinha que voltar correndo para a cidade N.
"Ainda preciso tratar de algumas coisas na empresa, então voarei para a cidade N em um avião particular no final da tarde."
Adolph avisou Christina enquanto voltava dos subúrbios norte.
Christina ainda falava em tom de negócios, como se estivesse um robô sem coração. "Sr. Santos, você só precisa voltar para fazer a sua parte. A administração inicial do hipódromo está quase pronta. O Sr. Roger e eu podemos cuidar do resto dos assuntos triviais."
"Receio que terei que ficar na cidade N por um tempo. Talvez leve mais de uma semana, ou até mais de um mês para que eu possa ter um tempo livre."
A testa da Christina se franziu. Ele tinha acabado de falar a Walt para não utilizar palavras ambíguas como "talvez" e "um pouco" e, agora, estava fazendo exatamente isso ao falar "receio" e "talvez"... O que estava acontecendo?
"Volte para sua casa na cidade N, lá é o seu lar. Você pode ficar o tempo que quiser."
O tom de Christina foi áspero, sem nenhum traço de apego ou relutância, o que deixou Adolph um pouco magoado.
Afinal, ele achava que ela havia desenvolvido uma certa dependência com relação a ele depois do tempo de convivência mútua.
Enfim, uma geleira não poderia derreter em um ou dois dias. A estrada à frente era longa, e ele teria que trabalhar duro.
Adolph suspirou e segurou a mão dela. "Se eu for, você vai sentir minha falta?"


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