A voz de Christina soou limpa e clara, com um pouco de frieza. Mas aos ouvidos de Jessie, pareceu como um raio, e ela estava indescritivelmente assustada.
Ela conhecia Christina e sabia que, se sua irmã estava dizendo que podia fazer algo, com certeza faria!
"Não pode! É claro que você não pode me bater..."
Jessie balançou a cabeça desesperada e, ignorando a dor no couro cabeludo ao sentir os cabelos sendo arrancados, saiu da cama e começou a rastejar no chão. Tudo que ela queria era sair daquele lugar!
Mas dois guarda-costas bloquearam seu caminho e a empurraram para trás assim que ela abriu a porta. Em um instante, Jessie perdeu o equilíbrio e caiu no tapete.
Os dois homens eram como paredes de ferro em frente à porta. Com o rosto sério, eles perguntaram a Christina: "Senhorita Christina, você precisa amarrá-la?"
Christina estava sentada na beirada da cama, segurando a régua que havia dado a Jessie. Ao ouvir a pergunta, ela simplesmente colocou o objeto sobre os joelhos e perguntou à irmã: "Você prefere que eu te amarre para bater em você, ou vai se ajoelhar?"
Para ser franca, Jessie não queria ser forçada a fazer aquilo.
Jessie cerrou os dentes. Ela sabia que tinha perdido naquele dia, e um homem sábio não lutaria ao ver que tudo estava contra ele. Sendo assim, ela esqueceu a dignidade e se ajoelhou diante da irmã. "Christina, por favor, me poupe. Eu estava confusa e errei. Mas prometo que nunca mais vou fazer isso mais uma vez!"
"Você é tão rápida para se desculpar."
Christina zombou, e seus olhos frios fitaram os três dedos que levantou. As palavras que se seguiram foram frias e implacáveis. "Você não estava confusa. Na verdade, você nunca esteve entendida. Você quer que eu te poupe? Mas quantas vezes eu já te poupei? E como você quer que eu te poupe?"
Enquanto falava, Christina batia repetidamente no próprio braço com a régua. Ela não o fazia com força, mas foi o bastante para deixar Jessie com o rosto pálido de medo, então, ela se ajoelhou ali e não se atreveu a se mexer.
Ela achou que o plano delas era perfeito. Como Christina tinha conseguido escapar tão facilmente?
O que aconteceu nessa noite finalmente?
Será que ela tinha pegado outra estrada do centro da cidade para a Mansão das Rosas?
Christina mirou os olhos revirados de Jessie e soube na mesma hora o que ela estava pensando. "Você está se perguntando como eu escapei daqueles bandidos enviados por Beck?"
Jessie sorriu envergonhada e perguntou: "Irmã Christina, você não voltou pela estrada de sempre?"
"Voltei, sim", respondeu Christina casualmente. "Fui interceptada no meio do caminho."
"Então, por que...?" Jessie arregalou os olhos, abrindo a boca, mas mudou a a pergunta. "Quero dizer, como você se livrou deles?"
A expressão de Christina era de indiferença, mas ela não conseguia esconder a zombaria em seus olhos. "Você realmente achou que aqueles inúteis enviados por Beck poderiam me derrubar? Você me subestima."
Ela pegou o celular e, com dois toques, acessou o vídeo que Adolph havia gravado. Depois, mostrou-o para Jessie, que logo viu uma fileira de homens ajoelhados acusando Beck de tê-los pagado para matar Christina. Jessie arregalou os olhos ao ver aqueles homens rudes se curvando e implorando por misericórdia.
Como Chirstina tinha conseguido assustá-los daquela forma?
Ela deu uma olhada mais de perto e viu um homem com cicatrizes com o braço pendurado, como se estivesse quebrado. Os bandidos também pareciam ter cortes na barriga, com feridas muito profundas, pois metade das suas roupas estavam tingidas de vermelho.


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