Vendo que os dois homens não paravam de lutar, Christina interveio, séria: "Chega, já terminaram?"
A brisa da noite estava tão fria que ela só queria ir para casa o mais rápido possível. Além disso, não estava com humor para ficar assistindo brigas.
Após a ouvirem falar, os dois homens pararam de brigar, mas permaneceram firmes enquanto se observavam de cima a baixo.
Adolph mirou o homem como um fantasma que surgira do nada. Ele parecia um cavalheiro, com o cabelo meio comprido preso em uma pequena trança atrás da cabeça, a pele amendoada e o queixo sempre levantado. A gola da camisa preta bem aberta lhe adicionava um ar arrogante e selvagem.
Seus olhos escuros se estreitaram um pouco. 'Quem é ele?'
Yale também olhou friamente para o homem elegante parado à sua frente e pensou consigo mesmo: 'As habilidades desse cara não são ruins. Ele faz jus à reputação de membro da equipe especial de polícia.'
"Você é o Adolph?"
Ao fazer essa pergunta, ele pensava: 'Foi esse cara quem fez com que nossa irmãzinha Christina se portasse como uma viúva por três anos?'
Ele sabia quem ele era.
Adolph franziu a testa. "Sim, então quem é Você?"
“Sou seu tio!” Yale respondeu bufando.
Depois disso, ele contornou Adolph e caminhou em direção a Christina com um sorriso artificial e braços abertos. "Vamos, me deixa abraçá-la."
Sem dizer mais uma palavra, ele a abraçou.
Nesse momento, as pupilas de Adolph se contraíram, e todo o seu corpo emitiu uma aura fria. Acabou dando um passo à frente, como se para tentar afastá-lo.
No entanto, antes que ele pudesse tomar qualquer ação, Christina já o havia mirado com um olhar de desgosto. Franzindo a testa, ela disse: "Você está cheirando a perfume barato, fique longe de mim! Você não queria me ver, então por que veio?"
Yale sorriu sem jeito, "Claro que eu queria te ver, senti tanto a sua falta! Eu só queria te fazer uma surpresa."
"E conseguiu me surpreender mesmo! Quando você chegou?"
Ele apontou para Adolph. "Cheguei antes dele. Acompanhei todo o processo."
"Então você ficou apenas assistindo em vez de me ajudar?"
Yale sorriu, cruzou os braços e disse: "Você sozinha era mais do que suficiente para cuidar daqueles meros lacaios. Não precisava de mim para nada. Além disso, também queria ver se o seu kung fu havia se deteriorado durante os seus três anos de casamento. Mas você não me decepcionou."
Ele a tinha atingido no ponto certo, pois ela revirou os olhos e disse: "Pare de falar bobagens. Pode deixar. Você vai para casa comigo ou não?"
"Claro que vai contigo. Há tanto tempo eu não vejo você, quero aproveitar um pouco ao seu lado."
Yale passou o braço em volta do pescoço de Christina, que, embora estivesse com uma cara de desgosto, não o afastou. Podia-se dizer que eles tinham uma relação íntima.
Adolph cerrou os punhos, e seus olhos ficaram vermelhos. Ele rangeu os dentes e disse: "Solte-a."
Christina e Yale, que estavam se provocando, levantaram a cabeça e miraram Adolph.
Yale achou engraçado ao ver o rosto pálido e as emoções reprimidas do outro homem, então apontou para si mesmo e perguntou de propósito: "Você está pedindo para mim?"
"Eu quero que você a solte", Adolph cerrou os dentes e repetiu.
Yale retrucou, "Eu nasci rebelde. Quanto mais os outros não querem que eu faça algo, mais eu faço. Ou seja, se você quer que eu a solte, não vou soltá-la. Ela não é mais sua esposa. Você está exigindo o que não pode."
Adolph estreitou os olhos perigosamente e, não aguentando mais, deu um passo à frente, pronto para briga.

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