No escritório presidencial.
Assim que chegou na Cidade N, Adolph encarou as mensagens enviadas por Hyman e se sentiu confuso.
O que Christina tinha a ver com o cozinheiro de Estado e com o herdeiro da família Dias?
Sim, ela sabia cozinhar.
Quando ele ainda estava de cama, tinha cozinhado para ele. Mas, naquela época, o homem não queria saber de muita coisa. Não importava o alimento que era colocado em sua frente, se recusava a comer — chegou até a jogar no chão uma marmita que ela lhe entregou.
Mais tarde, quando recebeu alta do hospital, Christina continuou cozinhando em casa.
No entanto, ou ele já tinha comido fora quando chegava do trabalho, ou apenas encarava a comida sem nem mexer nela.
Foi naquele momento em que percebeu o quanto ela era boa com ele, mas não recebia o devido valor.
Pegou o selo de rosas que ela lhe tinha dado e acariciou as quatro palavras na parte inferior — "Selo de Adolph Santos" —, sentindo-se perdido.
Seria mesmo preciso perder para saber dar valor?
......
"Nossa, comi demais!"
Hyman colocou a mão na barriga redonda e saiu do restaurante. Ele ainda podia sentir o gosto da comida na boca — estava uma delícia!
"Queria fazer uma pergunta. É verdade que o Sr. Dias aprendeu a cozinhar com você?" Perguntou a Christina.
Ela respondeu um "hmm" fraco.
Então ele correu para alcançá-la e imitou o imperador de uma série famosa: "Que outras surpresas me aguardam?"
A mulher não conseguiu conter o riso. "Sai fora!"
Hyman também riu.
No sol da tarde, seu sorriso ficava especialmente radiante, e os olhos apaixonados brilhavam. "Você é mesmo uma joia rara. Gosto cada vez mais de você. O que eu faço?", suspirou, sincero.
"Continue só gostando. É melhor não se apaixonar tão fácil."
Christina colocou os óculos de sol e entrou no carro. "Sobre o hipódromo, converse com o seu pai. Fico esperando uma resposta", disse com seriedade.
"Ok", sinalizou o homem com a mão, e perguntou: "Quando vou comer alguma coisa feita por você?"
Ela o olhou de longe. "Um dia. Vai depender da minha boa vontade."
Hyman também colocou os óculos escuros, e, se apoiando em seu carro esportivo, mostrou os dentes brancos. "Então vou ter que dar meu melhor para te agradar todo dia!"
No carro, Christina não pensou muito no que ele disse. Era difícil levá-lo a sério.
Contudo, assim que chegou à empresa, recebeu um buquê enorme de 9999 rosas, que precisava de três pessoas para carregá-lo. Era praticamente um pequeno leito de flores, sem ter como ser mais ostentoso que aquilo.
"Senhorita Granger, o Sr. Roger mandou essas flores. Ele deseja que a senhorita seja feliz todos os dias da sua vida e que sorria sempre!"
"Por favor assine", disse o entregador, segurando a prancheta.
Christina piscou descontroladamente e colocou a mão na testa quando pensou em Hyman.
Então era isso que ele queria dizer com "dar o seu melhor"...
O WhatsApp tocou duas vezes: era uma mensagem dele. "Apesar de mandar rosas vermelhas ser um pouco vulgar, só isso consegue expressar o que eu sinto por você. Te amo!"
Te amo?
Por acaso ela era uma adolescente?
Christina assinou seu nome com um sorriso no rosto e soltou um suspiro. Quando chegou ao escritório, foi recebida com um "uau" estrondoso.

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