No caminho de volta, Christina se sentou em silêncio no banco traseiro, com os lábios franzidos.
O clima no veículo era pesado.
O próprio Gabriel estava dirigindo, tomando muito cuidado para que a chefe não reclamasse de movimentos bruscos.
Depois de tantos anos com Christina, ele conhecia seu humor muito bem.
Se falasse sem parar, significava que não estava brava; se ficasse em silêncio, contudo, como estava agora, queria dizer que estava espumando de raiva. Quem cruzasse seu caminho seria desafortunado.
Quando chegaram à Mansão das Rosas, Gabriel saiu do carro e abriu a porta para Christina, que disse com calma: "Vá para a casa mais cedo descansar. Amanhã às oito você vem me pegar".
"Sim, entendi." Foi a resposta. O homem analisou a expressão dela e prosseguiu: "Senhorita Granger, eu sei que você está chateada. E se eu entrar em contato com o senhor Santos e comprar as tigelas por um bom preço?"
Christina franziu o cenho e o olhou com frieza. "Você não tem o que fazer?"
Gabriel sacudiu a cabeça e se rendeu. "Me desculpe."
Por sorte, Christina não rebateu.
Depois de vê-la entrar em casa, Gabriel deu um longo suspiro de alívio. Em seguida, bateu na boca, irritado, e disse: "Você fala demais".
Não demorou muito para que, depois de sua partida, um carro preto se aproximasse devagar e estacionasse em frente à mansão.
O vidro foi abaixado, revelando o rosto calmo e solene de Adolph.
"Essa é a mansão da família Granger?"
Havia um quê a mais de frieza em sua voz durante a noite.
"Sim", respondeu Walt, que olhou a informação no tablet e a repetiu para o chefe. "Esse lugar era a famosa Mansão das Rosas da Cidade S. Mais tarde, o pai da senhorita Granger a comprou por muito dinheiro, e ela virou a mansão da família, mantendo o mesmo nome."
Adolph respondeu um "hmm" indiferente e olhou ao longe. Havia tantos quartos com a luz acesa. Qual seria o dela?
Era como se conseguisse imaginá-lo: quente, cheirando a rosas, limpo e claro, aconchegante.
Por algum motivo, a saudade e o arrependimento tomaram conta de seu corpo.
Erguendo o vidro do carro, ele disse: "Vamos".
Walt ficou um pouco confuso. "Sr. Santos, você não vai dar as tigelas para a senhorita Granger não ficar brava?"
Adolph o olhou friamente. "Você acha que ela vai querer conversar comigo?"
"Acho que não", admitiu o outro após pensar um pouco.
Apesar do fato de ela costumar ter um bom temperamento, já não era mais a mesma. Podia estar sorrindo e, ainda assim, transparecer rigidez e crueldade.
Além disso, levando em consideração o comportamento do Sr. Santos, já tinha sido uma grande vitória a mulher não ter lhe dado um soco.
Mas havia um ditado que dizia que era possível morrer de tristeza.
Não era que ela estava brava, só não se importava mais.
Adolph olhou confuso para Walt. Ele franziu os lábios e disse, irritado: "Então por que perguntou?"
"Sr. Santos, de acordo com a minha experiência limitada, é preciso conversar com as mulher. Se você não consegue, é culpa das suas habilidades, mas se não tenta, é culpa do seu atitude."
O chefe estreitou os olhos. "Você acha que tem alguma coisa errada com o meu atitude?"
Vendo a frieza no rosto do outro, Walt quis se esconder e sorriu sem graça. "Não, não tem nada de errado, é tudo culpa dessas tigelas. Elas irritaram a madame."
Adolph se virou para olhar as cerâmicas do século XVII. Qualquer um que se interessasse por antiguidades conseguia dizer que eram verdadeiras. Seria burrice deixá-las escapar tão facilmente.
Ele não imaginava que Christina fosse competir com ele.
No entanto, a família Granger tinha um negócio de joias, e talvez também pesquisasse antiguidades. Ela soube o valor daquelas tigelinhas?

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vida Feliz após o Divórcio