A tão esperada cerimônia de casamento tinha finalmente chegado.
Sentada de frente para o espelho, Emily se admirou em seu vestido de casamento, sentindo-se a pessoa mais especial do mundo.
Ela tocou a coroa de diamantes na cabeça e disse com timidez: "Ai, essa coroa é tão pesada. Com esse meu pescoço fino, tenho medo dela cair."
As madrinhas, que tinham acabado de se vestir e não estavam muito satisfeitas com o visual, trocaram olhares quando a ouviram se gabar. Elas a enalteceram. "Olha como a nossa noiva é linda!"
Emily se sentiu nas alturas, mas, quando deu outra olhada para as irmãs, cobriu a boca e deixou escapar: "Meu Deus, por que vocês estão tão gordas?"
......
Suas palavras ofenderam todo o grupo de madrinhas, que fecharam a cara e reviraram os olhos para ela.
Ela tinha escolhido o próprio vestido a dedo, mas o traje das amigas parecia ter sido comprado numa lojinha de esquina. As saias rosa, que eram separadas do top, expunham a gordurinha extra, deixando-as deselegantes e desengonçadas.
Elas tinham se rebelado depois de colocar aquelas saias. Queriam tirá-las e jogá-las bem no rosto da noiva!
Emily as convidou para fazer parte de um momento feliz de sua vida, mas, na verdade, estava mais do que claro que queria usá-las para realçar sua beleza.
Não muito contente com a maquiagem, ela disse à maquiadora: "Meu rosto está muito branco. Você pode passar mais blush por favor? Ai, que inveja de quem tem as bochechas rosadas. Elas nem precisam passar blush."
Uma das madrinhas, que reclamava todos os dias da vermelhidão no rosto, levou o comentário para o pessoal e a xingou internamente: "Mas que saco, é só um casamento. O que tem de grandioso nisso? Aposto que você vai se separar e casar de novo!"
No vestiário, as madrinhas ficaram em silêncio enquanto Emily tagarelava para satisfazer o próprio ego.
"A gente realmente atinge o auge da beleza num vestido de casamento. Que pena que eu só vou casar uma vez. Seria ótimo se pudesse casar todo dia..."
"Sr. Santos!"
A voz emotiva da noiva foi interrompida por uma onda de cumprimentos. Ela engoliu as palavras que estavam prestes a sair de sua boca, e seu coração parou. Virando-se para olhar Adolph, ela colocou um sorriso no rosto como se nada tivesse acontecido. "Adolph."
Emily parou com a falta modéstia e encarnou seu lado reservado.
Adolph estava vestindo um terno branco de bom caimento, parecendo um lorde recém-saído de uma pintura a óleo, nobre e discreto. Os olhos das madrinhas ficaram vermelhos como se consumidos pelas chamas da inveja.
Emily era mesmo uma vagabunda. Como conseguia ter tanta sorte a ponto de se casar com um cara lindo e, ainda por cima, rico? Elas não conseguiam entender.
Adolph se aproximou de Emily e perguntou, preocupado: "Já preparou bem? Seu corpo está conseguindo aguentar?"
"Estou bem. A sua mulher não é tão fraca como você pensa."
Ela logo mudou de assunto e analisou o noivo. "Você sempre está tão lindo, não importa a roupa. Adolph, a partir de hoje eu tenho que mudar a forma de te chamar."
Nessa hora, as madrinhas se aproximaram e provocaram: "Como você vai chamar ele? Querido? Amor? Benzinho?"
"Ai, como vocês são irritantes. Essas formas são muito vulgares, não gosto."
Envergonhada, Emily ergueu o olhar, revelando as lentes de contato e os cílios postiços. "Vou te chamar de Adoll. Acha bem?"
A expressão inicialmente gentil de Adolph mudou no mesmo instante, e ele ouviu uma voz familiar ecoar nos ouvidos—
"Adoll, não se mexa. Deixe eu te ajudar a trocar de roupa."
"Adoll, não precisa se preocupar. É só continuar a fisioterapia que logo você vai estar andando de novo! Vou estar sempre do seu lado!"
"Adoll, você saiu do trabalho? Cozinhei várias coisas, incluindo camarão frito e costelinha de porco agridoce. Seus favoritos!"
"Adoll, por favor não me ignore..."
"Pa!"
Vários salgadinhos foram jogados na mesinha de centro. Christina se sentou de pernas cruzadas no sofá, abriu um pacote de batatinhas e encarou o monitor sem expressão alguma. Na tela estava a transmissão ao vivo exclusiva do casamento.
Vendo a irmã tão irritada a ponto de descontar a raiva em porcaria, Martin se sentiu impotente. "Ei, por que você está se fazendo ver isso? Gosta de sofrer, é?"

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