O olhar de Adolph se anuviou, e ele segurou o telefone com mais força. Não pôde deixar de cerrar os dentes e pensar: "Esse filho da p*ta molestou a minha mulher. Ele quer morrer?"
Bem quando esse pensamento passou por sua cabeça, foi possível ver a mulher, que tinha sido assediada, agarrar o pulso de Hyman e jogá-lo por cima do ombro antes de dar um tapa nele. Aquilo foi tão maneiro e corajoso!
As pupilas de Adoph se dilataram de novo.
No mesmo instante, Hyman disse: "Você deve ter visto como a sua ex-mulher me bateu. Meu ombro ainda está doendo. Foi você quem ensinou isso para ela, não foi?"
Adolph não conseguia mais ficar parado. Saiu do quarto sem pensar duas vezes e disse com uma voz grave: "Me mande o endereço".
A caminho da Cidade S, Adolph assistiu ao vídeo diversas vezes com um olhar sombrio. Estava claro que aquela era a verdadeira Christina. Toda a sua gentileza, virtude, timidez e obediência não passavam de fingimento!
Seu disfarce era tão bom que ele foi incapaz de enxergar a verdade em três anos de casamento.
Então, quem era ela exatamente?
De acordo com Hyman, o Sr. Bergen tinha dito que ela era sua irmã. No entanto, como era de conhecimento geral, não havia nenhuma garota na terceira geração da família Bergen. Ou, talvez... ela era amante de Martin?
Esse pensamento fez a cara de Adolph se fechar mais ainda, criando uma atmosfera extremamente tensa a seu redor.
Ele estava louco para ver qual eram os seus truques!
......
Christina dormiu até o amanhecer. Quando abriu os olhos, sentiu uma dor de cabeça insuportável, como se tivesse sido pisoteada por um elefante.
"Você está acordada?"
Martin apareceu ao lado da cama na hora certa e lhe entregou um copo de leite. "Beba. Vai aliviar a ressaca."
De cenho franzido, Christina pegou o copo. Sua voz ainda estava um pouco rouca: "Por que eu estou na sua casa?"
"Você não lembrou? Você tomou um porre. Foi por isso que eu não te deixei voltar para casa de noite."
Martin se sentou à mesa para tomar café e assistiu à irmã tapar o nariz para tomar o leite como se estivesse tomando remédio. Ele a olhou com divertimento. "Você nunca gostou de leite, desde criança. Toda vez que toma, parece que está bebendo veneno."
Depois de tomar o leite, Christina foi depressa fazer um gargarejo com água. De fato, ela sentiu um grande alívio no estômago. Ao ver a saia amassada, pegou o celular, mandou uma mensagem para seu assistente e foi para o banheiro. "Vou tomar um banho."
"Você lembra o que aconteceu ontem à noite?" Perguntou Martin, calmo.
Christina parou, virou a cabeça e tentou se lembrar. "Acho que estava dançando quando quase fui assediada. Eu joguei o homem por cima do ombro e bati nele. Foi isso?"
"Sim, e o que aconteceu depois?"
Depois... ela não conseguia se lembrar. Tudo tinha sido apagado a partir daquele momento.
Martin tomou um gole de café e lançou um olhar à irmã. "Você vomitou tudo em um homem no elevador."
"Ah." Christina não sentiu a mínima necessidade de se desculpar. "Que azar."
Depois de dar mais dois passos à frente, ela sentiu que algo estava errado, então parou e se virou. "Não era ninguém importante, era?"
Dando leve batidinhas com um guardanapo, Martin limpou os cantos da boca. "Era é o Hyman Roger, o mestre jovem da família Roger da Cidade R."
"A família Roger da Cidade R? Aquela família criminosa?" Christina franziu as sobrancelhas.



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