Ao ouvir a comoção nas costas, Antônio apenas pausou os passos por um instante e continuou andando, fingindo não ter escutado nada.
Dois seguranças se aproximaram e a retiraram do local. De pé do lado de fora do clube, ela andava de um lado para o outro, ansiosa. De repente, lembrou-se de algo, pegou o celular na bolsa e ligou para Thiago Ximenes.
Assim que a ligação foi atendida, ouviu uma série de xingamentos irritados e uma voz de profundo descontentamento:
— Quem é?
Ela hesitou, sem entender o que havia feito de errado:
— Sou eu. Você é membro do Baía Dourada?
A voz dele no telefone soou um pouco rouca, como se estivesse reprimindo algo:
— Sabrina?
— Sim, sim, sou eu.
Como alguém que frequentava lugares assim o tempo todo, Thiago obviamente era sócio. Ao ouvir Sabrina pedindo o número da sua associação, ele desconfiou:
— O que você vai fazer no Baía Dourada?
Sabrina retrucou:
— Não importa, você tem que me ajudar de qualquer jeito.
Assim que terminou a frase, ouviu gemidos apaixonados de uma mulher do outro lado da linha. De imediato, compreendeu que o havia interrompido num momento inoportuno. Não era à toa que ele estava tão furioso.
Completamente sem graça, ela disse:
— Desculpe, atrapalhei você.
Thiago sabia melhor do que ninguém que tipo de lugar era o Baía Dourada. Ele não daria seu acesso assim, sem mais nem menos, para uma mulher ir lá sozinha.
— O que você vai fazer lá?
— Se não quiser me contar, não tem problema. Mas saiba que eu, Sabrina Silva, guardo rancor. — Dito isso, desligou o telefone.
Ela sabia que se continuasse insistindo com Thiago, mesmo que ele lhe desse o acesso, muito provavelmente contaria tudo para Gustavo Guimarães.

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