Era verdade. Ele era o CEO do Grupo Zenith. Se não quisesse alguém na empresa, bastava dar a ordem; não precisava de motivos.
Um simples olhar de desagrado era suficiente para fazer qualquer um ser enxotado de lá num piscar de olhos.
O carro atrás deles buzinou com impaciência. Sabrina virou o rosto e viu que era o veículo do CEO da multinacional.
Antônio instruiu Cael:
— Dirija.
Antes que Cael pudesse fechar a porta, ela se abaixou, entrou no veículo e bateu a porta com força.
Antônio virou-se para encará-la. Seus olhos escuros e profundos eram insondáveis, a testa levemente franzida e o tom de voz claramente irritado:
— Desça do carro.
Ela se ajeitou no banco, sentando-se reta e sustentando o olhar dele com calma:
— Mantenha-me no Grupo Zenith.
Antônio soltou um riso anasalado e quase imperceptível, sendo difícil distinguir se era deboche ou sarcasmo:
— Eu não vou manter uma traidora por perto.
Ao deparar-se com o olhar afiado dele, a coragem dela começou a falhar. No entanto, ao lembrar-se da atitude de Sérgio Silva, forçou-se a reunir forças:
— Eu não sei de nada sobre o projeto de licitação da Imobiliária Vale Rico. Até mesmo um juiz exige provas para condenar. Com que base você afirma que fui eu?
Outra buzina soou atrás deles. O rosto de Antônio escureceu e ele ordenou mais uma vez:
— Desça do carro!
Percebendo a impaciência do chefe, Cael desceu para abrir a porta do lado de Sabrina e pedir que ela saísse.
Ágil, ela segurou firmemente a maçaneta por dentro, impedindo que Cael a abrisse, não importava o quanto ele tentasse.
Ao ver a insistência irracional dela, o olhar de Antônio esfriou gradativamente.
Percebendo a situação, Sabrina improvisou com rapidez:

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