Enquanto isso, Sabrina aproveitou para perguntar a um garçom em qual camarote Antônio estava e repassou a informação a Stella.
Depois que Stella acomodou seus acompanhantes, as duas caminharam juntas em direção ao camarote de Antônio.
No meio do caminho, Sabrina soltou de repente:
— Sra. Xavier, preciso ir ao banheiro. Pode ir na frente.
Sem suspeitar de nada, Stella assentiu:
— Então vá logo.
Sabrina foi ao banheiro e permaneceu lá por meia hora. Quando julgou que o tempo suficiente havia passado, finalmente seguiu para o camarote de Antônio.
O espaço era enorme. Assim que empurrou a porta, todos lá dentro viraram a cabeça simultaneamente, cravando os olhares nela.
Antônio estava sentado num sofá de couro, cercado por vários rapazes e moças. Todos muito bem vestidos e elegantes.
Ao lado de cada homem havia uma mulher deslumbrante, vestida de forma sensual e reveladora, claramente "trabalhando" ali.
No entanto, ninguém ousava sentar-se perto de Antônio. Se não houvesse rumores de que ele trocava de amantes periodicamente, muitos poderiam até duvidar da sua masculinidade.
Alguém no recinto riu baixo:
— Como assim, chegou mais uma?
A voz não era alta, mas foi o suficiente para Sabrina ouvir perfeitamente. A palavra "mais" provava que Stella já havia passado por lá.
Como ela não estava no camarote, devia ter sido expulsa.
Será que o destino de Sabrina seria o mesmo?
Alguém comentou:
— Será que ela também veio procurar o Sr. Jordão?
Antônio apenas levantou os olhos, olhou para ela e voltou a empilhar as peças de mahjong. Ele realmente não esperava que ela tivesse tanta habilidade para entrar ali.
Visivelmente tensa, ela apertou a bainha da saia:
— Sim, vim procurar o Sr. Jordão.

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