Pensar assim a deixou um pouco mais confortada, e ela respondeu:
— Então ligo para ele mais tarde.
Ela estava prestes a desligar quando Cael disse de repente:
— Sra. Silva, o Sr. Jordão disse que você não precisa vir à empresa amanhã.
A mão que segurava o telefone paralisou, e ela perguntou por reflexo:
— Como assim?
Foi uma decisão súbita do Sr. Jordão, sem maiores explicações. Cael não sabia o motivo:
— Talvez a Sra. Silva saiba melhor do que eu.
Sabendo que estava errada, Sabrina não insistiu. Desligou o telefone e ficou olhando vagamente para os pedestres do lado de fora da cafeteria.
Como ela iria explicar aquilo para Sérgio Silva ao voltar?
Será que ele sequer escutaria as suas justificativas?
Depois de muito pensar, ela decidiu ir à empresa para encontrá-lo. Mesmo que ele dissesse pessoalmente para ela deixar o Grupo Zenith, ela precisava dar um jeito de ficar.
Primeiro, foi a um shopping comprar uma muda de roupa, trocou-se e pegou um táxi para a empresa. Contudo, não encontrou Antônio. Flávia Mendes informou que ele tinha um jantar de negócios e já havia saído.
Ela perguntou:
— O Sr. Jordão não tinha uma reunião por volta das duas e meia?
Enquanto arrumava alguns documentos, Flávia respondeu:
— Sim, ele saiu assim que a reunião terminou.
Isso devia ter ocorrido há cerca de uma hora. Cael não mentira; Antônio realmente estava em reunião antes.
Ela perguntou sobre o local do jantar. Flávia conhecia a relação entre ela e Antônio e sabia que a jovem era sensata, então não hesitou em revelar o nome do hotel.
Sabrina agradeceu, saiu apressadamente da empresa e pegou um táxi direto para lá.
Ao chegar em frente ao hotel, lembrou-se do que Flávia dissera: o cliente que Antônio receberia naquela noite era muito importante, possivelmente um CEO de uma multinacional.

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