Dentro de uma sala privativa da Baía Dourada, Sabrina repousava no canto escuro; uma garrafa vazia de refrigerante em sua mão fora totalmente amassada de puro tédio.
Hoje era aniversário de um colega de departamento; o aniversariante os levara para jantar, e em seguida um grande grupo chegara à Baía Dourada para cantar karaokê.
As vozes ao redor eram ensurdecedoras, e as luzes brilhantes e coloridas espalhavam-se psicodelicamente pelo aposento.
O garçom empurrou a porta e entrou com mais uma cesta cheia de bebidas.
Ricardo Queiroz era o típico viciado em microfone. E naquele exato momento disputava-o com uma colega com personalidade bastante durona; embora Ricardo fosse um homem crescido e robusto, não ganhara uma mísera vantagem.
Tendo falhado em conquistar o microfone, Ricardo virou a cabeça e viu a bebida na mão de Sabrina; tomou-lhe a garrafa vazia e colocou um copo de bebida nas mãos dela:
— Mas que sem graça. Beber é que é divertido.
Ele próprio também ergueu uma taça e encostou levemente na dela, com um estridente tilintar.
— Vem, vamos tomar uma.
Era evidente que Ricardo já estava bêbado demais e tinha esquecido que ela era mulher; ele até se gabava de que só iria para casa quando não pudesse aguentar mais beber.
Sabrina pegou a taça de bebida; as luzes de sete cores diferentes banharam os líquidos no copo, resplandecendo com brilhos reluzentes, e ela arqueou a sobrancelha:
— Tem certeza de que vai beber comigo?
Ricardo Queiroz, naquele instante, já estava com uns bons sessenta ou setenta por cento de nível etílico; mais algumas doses e ele desmaiaria na certa.
No entanto, ela estava enganada. Por mais alcoolizado que ele estivesse, era capaz e de sobra de cuidar de uma bebedora moderada como ela.
Algumas taças depois, ela sentia o mundo girando e Ricardo continuava oitenta por cento são.
Verdade seja dita, ela não tinha estômago para álcool.
Apoiando-se no sofá, ela se levantou, saiu da sala cambaleando e seguiu para o banheiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Única Exceção do Magnata