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A Única Exceção do Magnata romance Capítulo 150

Ao longo da varanda da casa de chá, lanternas pendiam a espaços regulares. No final do trajeto, havia um pavilhão octogonal e, logo ao lado, um lago onde carpas nadavam livremente.

Ela adentrou o pavilhão e viu uma mulher sentada a um canto. Vestia uma blusa de tricô de mangas curtas e uma saia de tom neutro que lhe descia até os tornozelos, com os cabelos presos num coque alto.

Os olhos dela brilharam de surpresa:

— Você?

Aquela mulher era a dona da Livraria do Lago, localizada no Resort Ponta do Sol.

Sabrina tinha uma lembrança marcante dela, pois a mulher possuía uma aura de uma dama dos tempos da República, emanando a doçura e a dignidade clássicas das mulheres do sul.

Heloísa Jordão paralisou por um instante e a avaliou rapidamente. De repente, lembrou-se que a jovem à sua frente fora a primeira cliente de sua livraria. Levantando-se com um sorriso gentil, disse:

— Que coincidência. Meu nome é Heloísa Jordão, pode me chamar de Sra. Horácio.

— Eu sou Sabrina Silva. — Ela abriu um sorriso cativante.

As duas se sentaram no banco comprido do pavilhão, e Sabrina perguntou:

— A Sra. Horácio está sozinha?

Os lábios de Heloísa se ergueram suavemente, mantendo aquela eterna curva discreta e uma expressão branda:

— Vim ver um mais velho, mas como ele está recebendo visitas no momento, decidi me sentar um pouco por aqui.

Sabrina se apoiou no parapeito, observando as águas verdes e frescas do lago:

— O resort já inaugurou. O movimento na livraria está bom?

Heloísa sorriu de forma serena, sua voz soando melodiosa:

— Eu nunca me importei com os lucros do negócio. Estou apenas em busca de um lugar tranquilo para descansar.

Sabrina comentou, em tom de brincadeira:

— Ouvindo você falar, me dá a impressão de que está vivendo isolada do mundo.

Heloísa virou a cabeça para fitá-la, seus olhos escuros transbordando uma tranquilidade aquática:

— E não seria bom?

Sabrina impulsionou-se no parapeito para ficar de pé. Caminhando casualmente pelo caramanchão, disse de forma leve:

— Bom até que é, mas também é muito solitário, um vazio só.

Heloísa deu um sorriso e ficou em silêncio. Lançou o olhar ao horizonte, com uma expressão tocada pela melancolia.

Elas jogaram conversa fora por mais um tempo, até que uma funcionária com um vestido elegante se aproximou:

— Sra. Silva, o Sr. Jordão a aguarda no salão principal.

Sabrina sorriu, assentindo, e olhou para Heloísa:

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