Sabrina Silva ficou um pouco atordoada com a frase “Está bem, como você quiser”, e quando o carro parou em frente ao shopping internacional, ela ainda estava meio tonta.
Ela olhou pela janela do carro para a multidão lá fora e virou a cabeça para ele, confusa:
— O que viemos fazer aqui?
Antônio Jordão desceu do carro, contornou a frente com bastante cavalheirismo e abriu a porta para ela. Seu rosto frio exibia uma expressão indiferente:
— Desça.
No instante em que ele abriu a porta, Sabrina se sentiu lisonjeada e o olhou surpresa, mas obedeceu e saiu do carro.
Assim que os dois entraram no shopping, uma vendedora veio recebê-los imediatamente, com os olhos fixos em Antônio:
— Bem-vindos, gostariam de...
Antes que pudesse terminar a frase, ela foi empurrada por outra vendedora ao lado, que sorriu de forma aduladora:
— Senhor, senhora, há algo em que eu possa ajudar?
O olhar de Antônio não se demorou nela nem por um segundo; sua visão passou por uma arara de roupas à frente e ele apontou para um vestido verde-água:
— Traga aquele para ela provar.
A vendedora ignorada ficou extremamente constrangida e forçou um sorriso:
— Certo, senhor. Por favor, aguarde um momento.
Sabrina abaixou a cabeça para dar uma olhada no próprio vestido e perguntou, confusa:
— Tem algo de errado com a minha roupa de hoje?
Antônio respondeu sem alterar a expressão:
— É um presente de agradecimento.
A vendedora pegou o vestido escolhido por Antônio da arara e, exibindo dentes branquíssimos, sorriu e fez um gesto de convite:
— Senhora, por aqui, por favor.
“Que tipo de presente de agradecimento é esse?”, pensou ela. Achava aquilo muito estranho; desde quando um vestido servia de presente de agradecimento?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Única Exceção do Magnata