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A Única Exceção do Magnata romance Capítulo 147

Ele, evidentemente, não estava só. Atrás dele, estava Cael Castro. Ela cruzou o limite das portas metálicas e inclinou brevemente a cabeça:

— Sr. Jordão.

O escrutínio de Antônio percorreu a sua silhueta até pousar na região dos seus pés. Notando que a passada dela era novamente estável, indagou:

— Já recuperou?

— Praticamente. Retornarei às minhas funções amanhã. — Era o seu último dia de repouso oficial e, ainda que o encontro casual não houvesse transcorrido, esse já era o seu plano.

Antônio desvencilhou-se dela rumo ao elevador:

— Muito bem, não se esqueça de comparecer.

As vibrações profundas e de aspecto retumbante desproviam-se de inclinações emocionais. Assemelhavam-se ao troar arrastado e solene de um violoncelo.

Assim que ele cruzou por ela, fora como se uma rajada cortante arrebatasse o ambiente. Sabrina pôde apanhar o aroma inebriante que partia da essência dele, uma frieza mesclada ao rastro aromático do tabaco. Bastante agradável, de fato.

Aproximou-se do escritório do pai. Sendo o secretário contatado pela recepção assim que ela chegara, ele a aguardava no salão adjacente. Ela estendeu a papelada:

— Sr. Cícero, era este material?

O funcionário tomou os papéis, conferiu as primeiras páginas e ratificou que seriam demandadas na reunião que ocorreria a seguir. Com um sorriso afável:

— Sra. Sabrina, desculpe pelo inconveniente. Por que não efetua a entrega direta ao Presidente? O Sr. Guimarães está com ele.

A informação concernente a Gustavo não era insólita. Independentemente das associações corporativas, apenas o título de marido de sua irmã concedia legitimidade inquestionável às suas frequentes vindas.

Os lábios de Sabrina desenharam uma fenda concisa:

— Dispensarei. Tenho um compromisso.

Saindo do perímetro de vidro, de imediato enxergou o veículo negro de Antônio, posicionado perto do passeio. A vidraça estava meio rebaixada. A mão estendida do magnata ostentava o cigarro preso aos dedos longos. A chama crepitava, produzindo o ardor característico.

Os recortes incisivos da sua mandíbula moldavam a lateral da sua face à maneira das melhores estátuas de bronze esculpidas por gênios perdidos. Nuvens tênues eram expiradas pelos seus lábios impenetráveis, aglomerando-se feito um nevoeiro matutino.

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