Aquele foi o limite. A gota d'água.
— Como você se atreve? — Perguntei, dando um passo na direção dele.
— Você derramou aquela pipoca em mim de propósito. E nem tente negar, eu vi a expressão no seu rosto quando fez isso.
As pessoas ao nosso redor tinham começado a olhar, mas eu não me importava mais.
— Você me desrespeita desde o primeiro dia. — Enfiei o dedo contra o peito dele.
— Você me minou, me depreciou e me tratou como se eu não fosse nada. Mas eu sou a Luna desta alcateia, quer você goste ou não. E eu exijo o seu respeito.
O rosto do Gabriel tinha ficado completamente vermelho. Ele olhou ao redor, frenético, para a pequena multidão que havia se formado ao nosso redor. Alguns dos espectadores murmuravam entre si.
— Ela está certa. O Beta não deveria falar assim com a Luna. — Alguém disse.
— É um desrespeito!
Olhei para Alexander, esperando ver raiva ou constrangimento em seu rosto. Afinal de contas, eu tinha acabado de causar uma cena em público, a exata coisa que ele vinha tentando evitar ultimamente.
Mas, para a minha surpresa, ele parecia calmo. Mais do que calmo, na verdade — havia uma tempestade se formando por trás daqueles olhos verdes que eu não esperava ver.
— Gabriel — ele ordenou —, peça desculpas à minha companheira.
Os olhos do Gabriel se arregalaram.
— O quê?
— Você me ouviu. Peça desculpas à Luna Ella pelo seu comportamento.
Gabriel olhou entre nós dois, claramente tentando avaliar se o Alexander estava falando sério. Quando percebeu que sim, o rosto dele endureceu.
— Alfa, eu não acho que…
— Isso não foi um pedido. — Alexander o cortou.
— Considere isso um aviso formal. Insulte a minha Luna de novo e você enfrentará um rebaixamento de cargo. Agora peça desculpas.



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