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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 249

Ponto de vista de Ella.

Uma Seleção de Luna. Alexander ia sediar uma Seleção de Luna para me substituir menos de um mês após a minha morte.

A multidão enlouqueceu, vivas e aplausos transformando o ambiente em um estardalhaço. Enquanto isso, meu coração se despedaçava no peito. Por um momento, quando Alexander foi tão gentil comigo na cozinha, pensei que talvez ele me amasse.

Talvez estivesse de luto por mim da mesma forma que Liam. Talvez esta semana inteira tivesse sido tão difícil para ele quanto fora para mim.

Mas não. Aqui estava ele, mal fazendo uma semana que me enterrara, anunciando para uma sala cheia de pessoas que estava pronto para encontrar minha substituta.

— As inscrições estarão abertas a partir de amanhã. — Continuou Alexander.

— A seleção consistirá em várias etapas com tarefas diversas, e a vencedora se tornará a Luna de Ashclaw e mãe adotiva do meu herdeiro.

Mãe adotiva. Uma estranha iria criar o meu filho. Uma estranha tomaria o meu lugar na cama de Alexander, na vida dele, em tudo o que um dia fora meu, mesmo que apenas por um breve momento.

Minhas mãos começaram a tremer à medida que a raiva crescia dentro de mim como uma caldeira prestes a explodir. Como ele ousava? Como ele ousava, porra, seguir em frente tão rápido?

Antes que pudesse me conter, comecei a abrir caminho pela multidão em direção ao palco.

Eu tinha que contar a ele. Tinha que dizer a verdade—

— Ella. Não. — Lilith subitamente entrou no meu caminho e agarrou meu pulso. Seus olhos estavam frios e ferozes.

Ela me arrastou para fora do salão de banquetes antes que eu pudesse dar mais um passo.

— Me solta! — Sibilei assim que chegamos ao corredor.

Lilith só soltou meu braço quando estávamos em segurança no quarto dela, com a porta trancada, bem longe de olhares ou ouvidos curiosos. Então, ela se virou para mim com um fogo no olhar que eu nunca vira antes.

— O que você estava pensando? Você quase se revelou na frente de um salão inteiro cheio de pessoas! — Vociferou ela.

— E daí se eu fizesse isso? Talvez esteja na hora de todos saberem a verdade! — Rebati.

— Ella—

— E se você estiver errada sobre tudo isso? E se realmente não houver punição por contar às pessoas quem eu sou? E se você estiver apenas sendo supersticiosa?

O rosto de Lilith ficou pálido.

— Supersticiosa. É isso que você acha que é? Superstição?

— Como você realmente sabe se alguém morre caso eu contar a verdade? Você já testou? Já contou a alguém quem você realmente é? — Soltei, com raiva.

Lilith me encarou por um longo momento. Depois, caminhou até um velho baú ao pé da cama, o abriu e tirou uma pasta parda. Entregou a mim sem dizer uma palavra.

Abri e encontrei recortes de jornais antigos. Edições de mais de vinte anos atrás.

A primeira manchete dizia: "PROPRIETÁRIO DE LOJA LOCAL MORRE EM ACIDENTE BIZARRO."

"Maxwell Webb, 45 anos, morreu ontem quando um caminhão de entregas perdeu o controle e colidiu contra sua loja. De acordo com funcionários e testemunhas oculares, o Sr. Webb estava conversando com uma cliente no momento do acidente. A cliente, que não foi identificada, fugiu do local antes da chegada das autoridades..."

Meu estômago afundou, todo o fingimento de raiva justa se esvaindo à medida que as implicações faziam sentido.

— Mãe...? — Sussurrei em uma voz subitamente miúda.

— Eu estava desesperada. — Disse Lilith baixinho.

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