Ponto de vista de Ella.
Sophia era a última pessoa do mundo de quem eu aceitaria ajuda em uma situação como essa.
— Estou bem, obrigada. — Disse, lutando para me colocar de pé. Tentei manter a expressão de dor longe do meu rosto, mas não era uma tarefa fácil. A última contração ainda estava fazendo um estrago no meu corpo, tornando quase impossível respirar.
— Lilith e eu já estávamos de saída.
Com isso, agarrei a mão de Lilith e comecei a puxá-la, rezando intimamente para que Sophia não contasse a Alexander que me viu ali. Essa era a última coisa de que eu precisava agora.
Mas, antes que pudéssemos passar por Sophia, outra onda de dor me atingiu, desta vez pior do que a anterior. Imediatamente desmoronei de novo com um grito.
— Calma! — Sophia me segurou rapidamente nos braços e me manteve ereta.
— Suas contrações estão muito próximas. Precisamos levar você para algum lugar onde possa ter esse bebê.
— O hospital é longe demais. — Lilith pontuou.
— Talvez devêssemos chamar uma ambulância—
— Não! — A palavra arrancou-se da garganta de Sophia, fazendo tanto Lilith quanto eu ficarmos rígidas. Sophia limpou a garganta e recompos-se.
— Minha casa não fica longe daqui. Posso levar vocês de carro. Você poderá dar à luz com segurança lá.
Lilith e eu trocamos olhares cautelosos. Aceitar uma carona de Sophia de volta para Ashclaw ou para o hospital já era ruim o suficiente, mas ir para a residência privada dela? Onde ela poderia simplesmente fazer qualquer coisa comigo e provavelmente sair impune graças aos seus pais corujas?
— Não, obrigada, vou arriscar. — Consegui dizer, mesmo quando outra onda de dor fez minha voz sair como um mero coaxar.
— Ella. Por favor. Estou tentando te ajudar. — Sophia deu um passo à minha frente quando tentei passar mancando por ela. Seus olhos estavam mais suaves do que eu jamais vira, a expressão em seu rosto era de súplica.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Última Chance da Luna Adoecida