Meu punho atingiu o rosto dele antes que eu pudesse me controlar. Gabriel tropeçou para trás, colidindo contra o carrinho de café atrás dele. Xícaras e pires se estilhaçaram pelo chão, e o sangue imediatamente começou a escorrer de seu nariz quebrado.
— Nunca mais fale da minha companheira desse jeito. — Rosnei.
Gabriel limpou o sangue do rosto e me encarou com raiva.
— Me bater não significa que eu esteja errado.
— Não, mas ser um desgraçado insubordinado faz de você alguém inútil para mim.
— Estou tentando salvar você de cometer o maior erro da sua vida!
— Questionando constantemente meu julgamento? Sussurrando no meu ouvido como se eu fosse um idiota incapaz de pensar por mim mesmo?
— Porque você está agindo como um!
Gabriel foi bem claro: ele achava que eu estava sendo um tolo. E talvez estivesse, mas um Beta não tinha o direito de falar comigo — ou com sua Luna — daquela maneira. Não importa o que ele pensasse sobre a situação, eu ainda era seu Alfa. Seu Rei Alfa.
Eu não toleraria isso nem mais um segundo.
Eu deveria ter parado de tolerar naquela noite no beco, meses atrás, quando o espancuei até deixá-lo à beira da morte.
— Diga isso de novo. — Falei baixinho.
Gabriel ergueu o queixo.
— Você está sendo ingênuo e estúpido. Ela está jogando com você, e você está fascinado demais para enxergar.
— Saia.
— Alexander—
— Eu disse para sair. Você está rebaixado, com efeito imediato.
O rosto de Gabriel ficou pálido.
— Você não pode estar falando sério.
— Morto de sério. Você questionou minha autoridade vezes demais. Um Beta que não respeita seu Alfa não é Beta de maneira nenhuma.
— Você está cometendo um erro.

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