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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 204

— E tem mais. Eu engravidei de um filho seu, Alexander! Olhe para mim e me diga se isso... — gesticulei para minha barriga saliente — ...foi apenas uma armação!

Alexander me encarou por vários momentos, como se procurasse uma mentira em minhas palavras. Mantive minha posição, erguendo o queixo em tom de desafio.

Não. Eu não deixaria que as supostas ações do meu pai se refletissem em mim.

Eu estava cansada de viver à sombra daquele homem.

— Eu não sabia. — Disse finalmente, com as palavras tremendo ligeiramente à medida que parte da raiva murchava em meu corpo, sendo substituída pela tristeza. Tristeza por saber que meu próprio pai me usaria daquela forma.

— Alexander, eu juro por tudo, eu não tinha a menor ideia de nada disso.

— Eu quero acreditar em você.

— Então acredite.

Os lábios de Alexander se entreabriram. Quase esperei que Gabriel saísse das sombras agora, exatamente como ele sempre fazia, embora desta vez com algemas de prata em vez de palavras cruéis. Mas ele não veio.

Finalmente, Alexander deixou escapar um suspiro que fez seus ombros se curvarem.

— Estou tentando. Não é fácil quando você passou cinco anos se perguntando—

— Então você deveria ter conversado comigo anos atrás, quando tudo isso começou. Você deveria ter me contado o que suspeitava. — Interrompi-o.

— Você teria acreditado em mim naquela época, se eu dissesse o que seu pai fez?

Pensei sobre isso por um instante. Se Alexander tivesse vindo até mim há cinco anos e acusado meu pai de assassinato, eu teria escutado? Ou teria achado que ele estava tentando me manipular?

Sinceramente, eu provavelmente teria corrido direto para o meu pai e contado tudo. Porque passei tanto tempo querendo ser a filha perfeita que já não tinha mais senso de identidade.

Mas eu não era mais aquela mesma pessoa. Eu podia ter sobrevivido à minha doença, mas aquela versão de Ella estava morta e enterrada.

— Talvez não. Mas você ainda deveria ter tentado. — Admiti.

— Você tem razão. Eu deveria.

Ficamos ali em silêncio por um momento. Os sons da recepção ecoavam do outro lado da rua — risadas, música e o tilintar de taças. Olhei para minhas mãos. Para a aliança de casamento que nunca parecera real antes, mas que começara a parecer ultimamente.

— Eu quero ajudar.

— Ajudar com o quê?

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