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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 177

Ponto de vista de Ella.

Não pude deixar de rir da declaração de Alexander de que cozinharia todas as minhas refeições. O homem que mal compartilhava uma refeição comigo, quanto mais pisar na nossa cozinha durante todo o nosso casamento de cinco anos, agora planejava se tornar meu chef pessoal pelo resto da minha gravidez.

— Alexander, qual foi a última vez que você realmente cozinhou alguma coisa? — Soltei com surpresa.

Ele parou no batente da porta, com uma das mãos apoiada na estrutura. Não havia como esconder a forma como as pontas de suas orelhas ficaram levemente vermelhas.

— Defina cozinhar.

— Fazer comida do zero, com ingredientes.

— Bem... Eu sei fazer café e torradas. — Ele passou a mão pelo cabelo ruivo, parecendo quase encabulado.

— Torradas.

— Torradas muito boas. — Insistiu ele, o que só me fez rir mais alto.

— Alexander, você não precisa fazer isso. A Lilith pode continuar cozinhando para mim, e nós apenas descobriremos de onde veio o mercúrio—

— Não. — A intensidade em sua voz me pegou de surpresa.

— Eu preciso fazer isso, Ella. Preciso saber que o que você está comendo é seguro. — Ele fez uma pausa, e, por um momento, o ar ficou tenso. Não tinha certeza se já o vira tão protetor comigo.

Era pelo bebê, é claro. Mas ainda assim era fofo.

— Mas você tem razão. Nunca precisei cozinhar muito para mim mesmo. Como Alfa, sempre houve empregados por perto, pessoas para cuidar desse tipo de coisa. — Admitiu ele.

Havia algo quase vulnerável naquela admissão, e isso fez com que minha risada se transformasse em um sorriso suave.

— Mas estou determinado a aprender. Pelo nosso bebê e por você.

A sinceridade em seu olhar verde fez minha loba ronronar de satisfação. A mão de Lilith apertou meu braço e, quando encontrei seus olhos, pensei ter visto um vislumbre de algo que parecia um meio-termo entre diversão e ternura.

Alguns minutos depois, me vi poleirada em uma banqueta na bancada da cozinha, observando Alexander encarar uma seleção de ingredientes. Ele dobrou as mangas da camisa daquele jeito que eu sempre gostava e estava franzindo a testa. Alexander e Lilith tentaram me fazer descansar no sofá, mas eu simplesmente não conseguia resistir à vontade de assistir.

— Você está encarando o porta-temperos há quinze minutos. — Debochei.

Alexander me lançou um olhar de canto de olho.

— Estou apenas formulando.

— Formulando o que, exatamente?

— Massa. Quão difícil pode ser fazer massa? — Ele pegou uma caixa de penne.

"Famosas últimas palavras.", minha loba riu debochadamente. Segurei o riso em resposta ao comentário dela enquanto o observava encher uma panela com água e colocá-la no fogão.

— Você tem que colocar sal na água. — Dei a dica.

— Sal?

— Tempera a massa enquanto cozinha. Faz ficar mais gostosa.

Alexander assentiu com extrema gravidade e pegou o saleiro, despejando o que parecia ser a metade do conteúdo na panela.

— Pelos dentes da Luna, Alexander, não tanto! — Comecei a me levantar da banqueta, mas ele gesticulou para que eu me sentasse novamente.

— Tenho tudo sob controle.

— Certo. E eu sou o Rei Alfa.

Ele me lançou um olhar que era metade irritação, metade diversão.

— Senta aí, sabichona.

Daquela vez, não consegui evitar e soltei uma gargalhada.

Pelos vinte minutos seguintes, observei Alexander cozinhar. Ele conseguiu colocar o macarrão para cozinhar sem nenhum grande desastre e passou para o que afirmou ser um molho de tomate "simples".

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