— Vamos lá, coisa estúpida. — Murmurou ela, contorcendo-se ainda mais e encolhendo o corpo.
Dei um passo para trás, achando que provavelmente deveria ir embora em vez de ficar ali a observando se despir como um depravado. Mas a forma como ela lutava contra os laços me fez sentir um babaca por deixá-la sozinha. Ela claramente estava tentando soltar o espartilho sem ajuda durante todo esse tempo. Eu não podia simplesmente virar as costas quando ela visivelmente precisava de ajuda.
Antes que eu pudesse hesitar ou mudar de ideia, empurrei a porta e entrei no quarto.
— Precisa de ajuda?
Ella se virou bruscamente, com os olhos arregalados. Um rubor subiu-lhe rapidamente pelo pescoço.
— Alexander. Pensei que você estivesse... pensei que tivesse assuntos para resolver.
— Eu tinha, mas já terminei. — Menti com a cara mais lavada do mundo.
— Você parece estar com dificuldades.
Ela olhou de volta para o espelho, depois para mim, com a incerteza estampada no rosto. Por fim, suspirou.
— Não consigo alcançar os laços. Estão altos demais.
— Vire-se.
Ela virou-se devagar para o espelho, jogando o cabelo sobre o ombro e expondo as costas para mim. Sua pele pálida e a visão da nuca delicada praticamente me fizeram salivar.
Me aproximei, perto o suficiente para sentir o aroma persistente de rosas em seus cabelos e o leve toque de baunilha em seu perfume. Meus dedos encontraram o topo dos laços e comecei a soltá-los, ilhó por ilhó.
Ella permaneceu completamente estática enquanto eu trabalhava, mas eu podia vê-la me observando através do espelho.
— Pronto, melhor assim? — Disse eu baixinho quando os primeiros centímetros da amarração se soltaram.
Ela assentiu, mas, quando levou as mãos para trás para tentar continuar sozinha, seus braços ainda não alcançavam.

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