Ella & Alexander.
Ponto de vista de Ella.
As palavras de Alexander foram como um tapa na minha cara.
— Nosso contrato dizi que nunca teríamos filhos. — Ele disse rispidamente. Então, sem mais uma palavra, virou-se e entrou no banheiro.
Não foi um "eu não quero filhos", "não estou pronto" ou até mesmo "deveríamos esperar". Não, Alexander tinha recorrido imediatamente àquele maldito contrato.
Fiquei encarando o lugar por onde ele desapareceu, com o som da água correndo preenchendo o silêncio que ele deixou para trás. Minha mão deslizou para a minha barriga novamente, cobrindo a vida minúscula que crescia ali e que Alexander claramente não tinha interesse nenhum em conhecer.
É claro que ele não iria querer um bebê. Por que eu sequer tinha considerado a possibilidade de que ele quisesse? O contrato que assinamos cinco anos atrás estipulava explicitamente que ele nunca teria filhos comigo.
Nós já tínhamos quebrado as regras do contrato ao dormirmos juntos uma vez, e ele não cometeria um segundo erro.
Eu era uma idiota por pensar que nossa noite juntos tinha significado algo para ele. Por acreditar que talvez, só talvez, ele pudesse ter desenvolvido algum sentimento por mim ao longo dos anos e que eu estivesse errada sobre suas intenções.
Mas não, Alexander me via exatamente da mesma forma que sempre viu: como um inconveniente temporário que ele tinha que suportar até encontrar uma maneira de se descartar de mim legalmente.
E agora eu estava carregando o filho dele, um filho que ele nunca iria querer.
Um filho que ele nunca saberia da existência.
Porque eu não contaria a ele. Mesmo se eu decidisse ter o bebê, não deixaria que ele soubesse. Teria que encontrar uma maneira de sair desse casamento de fachada antes que a barriga começasse a aparecer, e então faria o que continuava sonhando em fazer: fugiria para o litoral, para algum lugar onde ele não pudesse mais me incomodar.
Ter um filho, é claro, mudaria as coisas. Eu me tornaria imediatamente uma mãe responsável, em vez da jovem despreocupada com quem eu tinha sonhado, que tomaria coquetéis e dançaria com rapazes aleatórios.
Mas eu seria feliz. Lilith e eu seríamos as melhores mães do mundo. Apenas nós e o meu pequeno. Uma família estranha, mas linda.
Seria sensato ter esse filho agora? Eu estava doente e presa em um casamento com um homem que não queria a mim e nem ao nosso filhote. A Dra. Evelyn tinha sido bem clara quando disse que manter o bebê poderia ser perigoso para nós duas, e eu não me sentia nem um passo mais perto de curar essa maldita doença.
Puxei as cobertas até o queixo e me virei de lado, de costas para o banheiro. Minha mão permaneceu pressionada contra a minha barriga, de forma protetora e possessiva.
Este bebê podia não ser desejado pelo pai, mas eu o queria. Apesar de tudo, eu queria esse bebê.
Mas será que eu teria coragem de trazer uma criança a um mundo onde seu próprio pai não amava sua mãe o suficiente para salvá-la de uma morte certa?
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Ponto de vista de Alexander.
A água quente caía contra os meus ombros, mas não fazia nada para apagar a imagem do rosto de Ella quando mencionei o contrato. Ela parecia ter levado um golpe, todo o sangue sumindo de suas bochechas antes de tentar esconder sua reação.

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