Só então ele se afastou o suficiente para falar, com a boca úmida e brilhando com a minha própria umidade.
— São apenas as pontas dos meus dedos e você já está toda arrepiada. — Ele provocou.
Minhas bochechas esquentaram.
— Você nunca... eu nunca...
Ele inclinou a cabeça, afundando os dedos um pouco mais.
— Você não falando sério de que nunca se tocou antes.
— Já me toquei. — Admiti, e o calor no meu rosto estava à altura do calor entre as minhas pernas agora.
— Mas já tem tempo, e é diferente quando não é a minha própria mão.
A menção a eu me tocar pareceu acender algo em Alexander. Seus dedos deslizaram mais fundo, e eu quase gritei de novo, agarrando os lençóis.
— Diga-me o que você gosta, em detalhes. — Ele sussurrou.
Minha garganta se contraiu, mas, mais uma vez, o poder cru daquela voz foi o suficiente para me fazer obedecer, sem que ele precisasse sequer usar sua Voz de Alfa. Com a voz trêmula, respondi:
— Gosto devagar, mas profundo. E de um dedo no meu clitóris.
— Assim? — Alexander posicionou o polegar bem em cima do meu clitóris, pressionando-o como se fosse um botão.
— Sim. Assim.
Devagar, Alexander começou a mover os dedos dentro de mim, com o polegar circulando meu clitóris no mesmo ritmo de suas estocadas. Mais uma vez, em poucos instantes, eu estava prestes a me desmanchar de novo.
Somente quando fiquei trêmula mais uma vez é que Alexander se sentou, retirando delicadamente os dedos de dentro de mim, e limpou a boca com as costas da minha mão.
— Agora podemos ficar quites. — Disse ele.
Alcancei os botões da camisa dele, com os dedos tremendo ligeiramente enquanto os abria. Quando empurrei o tecido para fora de seus ombros, não pude deixar de encarar. Exatamente como eu me lembrava, Alexander era só músculos rígidos e pele dourada. Minha boca secou imediatamente.
A boca dele encontrou a minha de novo, com o gosto de nós dois, enquanto suas mãos trabalhavam em seu cinto. Poucos instantes depois, com a calça e a cueca deixadas de lado, ele estava totalmente exposto diante de mim.
Tudo dele.

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