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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 139

Ponto de vista de Ella.

Os braços de Alexander eram quentes e seguros ao meu redor, os batimentos cardíacos dele constantes sob o meu ouvido. O ritmo calmo deles afastava o medo, a dúvida e tudo o que estava fora daquele quarto.

— Como você soube onde me encontrar?

— A Lilith conseguiu tirar uma foto do carro, eu o reconheci na mesma hora. Era o da Sophia. — Ele respondeu.

Ergui a cabeça rapidamente para olhá-lo, o que fez tudo girar.

— A Sophia contratou alguém para me sequestrar?

Assim que disparei aquelas palavras, temi ter passado dos limites. Alexander ainda adorava a Sophia acima de tudo — ele não aceitaria bem uma acusação daquelas. Certamente diria que a Sophia não tinha nada a ver com aquilo. Talvez o carro dela tivesse sido roubado.

— Eu não sei, mas vou descobrir. E se esse for o caso, garanto que ela será punida. — Ele respondeu.

Pisquei, surpresa. Eu não esperava que ele sequer considerasse a minha afirmação, muito menos que prometesse puni-la.

Por um momento, apenas examinei o rosto dele sob a luz do luar que entrava pela janela. Havia algo feroz naqueles olhos verdes, algo possessivo que fez meu coração disparar.

— Obrigada. — Sussurrei, inclinando-me para dar um beijo suave em sua bochecha.

— Obrigada por me salvar.

Mas, no momento em que meus lábios tocaram a pele dele, Alexander virou a cabeça. Nossas bocas se encontraram no meio do caminho e, de repente, estávamos nos beijando.

Não era como os nossos beijos falsos para as câmeras. Os lábios dele eram quentes e macios demais contra os meus para ser uma encenação e, ali, sem ninguém para nos observar, não poderia ser por nenhum outro motivo a não ser por nós dois.

Aquilo era real. E, Deusa, como eu queria aquilo.

Naquele momento, uma força me impulsionou, querendo nada mais do que me agarrar àquele instante com todas as minhas forças e nunca mais soltar.

E então retribuí o beijo sem pensar, minhas mãos agarrando o tecido da camisa dele. Quando a língua dele delineou a linha dos meus lábios, eu me abri para ele sem hesitar. O sabor dele inundou meus sentidos — uísque bourbon e fumaça de lenha.

Meu companheiro. Meu marido.

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