Sophia & Ella.
Sophia entrou no escritório do Alex bem no momento em que uma empregada de cabelos castanhos saía correndo, quase a atropelando em sua pressa para escapar. O rosto da garota estava corado e seu busto subia e descia rapidamente.
— Cuidado aí. — Disse Sophia, mas a empregada já estava na metade do corredor e nem sequer se deu ao trabalho de pedir desculpas.
Que rude.
Sophia alisou o vestido e entrou no escritório, onde o Alexander estava de pé ao lado da mesa, com uma expressão um tanto confusa. Ela tinha ido até ali para fazer as pazes — as últimas conversas deles não tinham sido exatamente amigáveis, e ela estava cansada de estar afastada dele.
— Alex — chamou ela, segurando uma pequena caixa embrulhada —, trouxe algo para você. Uma oferta de paz.
Ele ergueu os olhos, e ela pôde ver o cansaço naqueles olhos verdes.
— Sophia. O que você está fazendo aqui?
— Eu queria me desculpar pela outra noite. Sei que fui difícil. — Ela colocou a caixa sobre a mesa dele.
— É aquele uísque caro que você gosta. Aquele importado.
Alex olhou para o presente, mas não fez menção de pegá-lo.
— É muita gentileza sua.
— O que foi tudo aquilo? Sua empregada parecia que tinha visto um fantasma. — Perguntou Sophia, acenando com a cabeça em direção à porta.
Alex passou a mão pelo cabelo ruivo e, por um instante, algo que poderia ser divertimento passou pelo seu rosto.
— Acho que ela pode estar a fim de mim. — Disse ele, afundando na cadeira.
As palavras atingiram o coração de Sophia como uma facada direta.
— O quê?
— Ela me fez algumas perguntas muito pessoais sobre o meu casamento. Se eu era feliz, esse tipo de coisa. Muito inapropriado para uma funcionária. — Alex balançou a cabeça.
— De fato. — Sophia se forçou a sorrir, embora sentisse uma tempestade de fúria se formando sob sua pele. Outra mulher estava interessada no Alex? Outra ameaça para lidar?
— Que situação desconfortável para você.

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