O leilão continuou. Erasmo arrematou um total de três itens, e Leandro Neves, também três.
Orlando comprou apenas um, um pingente vermelho, pelo qual pagou um milhão.
Em princípio, aquilo não tinha nada a ver com ela. Ela só estava esperando o leilão terminar para entregar um belo presente a Orlando e Melissa!
Quem diria que Orlando teria a desfaçatez de entregar o pingente a ela ali mesmo, na frente de todos.
Ainda por cima, fingindo estar profundamente apaixonado.
Orlando disse:
— Clarice, desta vez sou eu quem te dá o pingente. Desejo muita saúde a você. Eu te amo, minha esposa.
Ugh!
Clarice estava prestes a vomitar. Se não precisasse manter as aparências, teria vomitado de verdade ou até mesmo dado um tapa na cara dele ali mesmo.
Clarice o empurrou levemente com as mãos, tentando despistá-lo:
— Tem muita gente aqui, depois falamos sobre isso.
Mas Orlando foi insistente. Da forma como agia, se ela não aceitasse, ele ficaria plantado na sua frente para sempre.
Orlando insistiu:
— Esposa, você ainda não está pronta para me perdoar? Tudo o que estão falando por aí é mentira. Eu só amo você, de corpo e alma.
— Depois de todos esses anos, você se esqueceu de como eu sempre te tratei tão bem?
Ele parecia profundamente apaixonado, com dor no olhar.
— Então foi tudo um mal-entendido! Eu sabia que o Sr. Carneiro não era do tipo que tem a esposa em casa e pula a cerca lá fora.
— É verdade, quem na Cidade H não sabe o quanto o Sr. Carneiro mima a esposa? Um homem que ama tanto a mulher não cometeria esses absurdos!
Os espectadores curiosos ao redor começaram a dar suas opiniões novamente, e as câmeras do local até focaram nela.
Orlando aproximou-se de repente, com a voz baixa e sombria:
— Esposa, você só tem que continuar a encenação comigo, mas fique tranquila, eu não peço muito.
— Você se dá tão bem com a irmã do Sr. Alves, e ele também cuida muito de você. Me ajude a abrir uma porta com o Grupo Financeiro Alves.
— Daqui a dez dias, eu prometo que vou com você assinar os papéis do divórcio.
Clarice lançou-lhe um olhar frio. Então era esse o plano de Orlando.
Ele queria se agarrar ao poder do Grupo Financeiro Alves. Até que tinha pensado bem.
Orlando respondeu de forma categórica, sem a menor hesitação.
Adelina encolheu os ombros:
— É, você não mentiu. Realmente não é seu.
Orlando congelou por um instante. Como assim?
No canto, observando tudo, Melissa percebeu que o foco havia voltado para ela.
Sentindo que as coisas iriam dar errado, levantou-se rapidamente para fugir.
— Melissa, não vá ainda. Tenho algo interessante para te mostrar.
Como se isso fosse um gatilho, Melissa apertou o passo ainda mais rápido ao ouvir aquilo.
Clarice virou a cabeça e olhou para Orlando:
— Você não queria saber de quem era o filho que a Melissa estava esperando? Pare a Melissa e eu te conto.
Orlando olhou fixamente para ela. Ele realmente queria saber, mas não naquele momento.
Clarice percebeu a hesitação dele e, quando estava prestes a ir atrás dela pessoalmente...

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