Poucas pessoas sabiam das obras dirigidas por Clarice.
Clarice assentiu:
— Sim, agora somos parceiros e eu também mando lá. Estritamente falando, ele também é seu chefe.
— O quê?
Adelina sentiu que estava tendo alucinações auditivas.
— A sua parceria não era com a Amanhecer Entretenimento? O que isso tem a ver com o Leandro Neves?
Clarice deu uma leve risada:
— Murilo é primo do Leandro Neves. Quem manda de verdade lá é o Leandro Neves.
— É surpreendente, não é? Eu também fiquei bastante surpresa quando descobri, mas isso também mostra o quanto a sua amiga aqui tem bom olho!
— A capacidade de Leandro Neves é realmente formidável, e ele é muito generoso nos investimentos.
Adelina ficou sem palavras.
Ela tinha vontade de chorar. Como, depois de tanto se esconder, acabou bem debaixo do nariz dele?
Clarice olhou para ela sem entender.
— O que foi?
Adelina perguntou:
— Clarice, se eu disser que quero desistir e não atuar mais, você me mataria?
— Eu te deixaria aleijada.
Adelina murchou. Vendo que ela estava meio estranha, Clarice perguntou com preocupação:
— O que houve? Algum problema com a agenda? Eu estava só brincando, se você...
— Não é nada, estou brincando também.
Adelina a interrompeu com um sorriso. Desde que conheceu Clarice, sempre fora Clarice quem a protegera, e ela nunca tinha feito nada de verdade por ela.
Desta vez, era apenas um trabalho na empresa de Leandro Neves. Na pior das hipóteses, ela tentaria evitar ao máximo encontrá-lo pessoalmente.
— Tudo bem mesmo?
Clarice ainda não estava convencida.
— Tudo bem mesmo.
Com um leve "ding", o celular de Clarice tocou.
Ao olhar a tela do celular, viu que era uma mensagem de Erasmo.
Clarice murmurou um "ah" compreensivo e não suspeitou de nada. Afinal, Adelina era linda, e belezas naturais e puras eram cada vez mais raras na indústria do entretenimento.
Clarice abaixou a cabeça para responder à mensagem de Erasmo.
[Nenhum, eu só vim pela diversão. Minha missão é a surpresa no final.]
Erasmo deu um sorriso de canto, guardou o celular e levantou a placa de lances em sua mão.
— Cem milhões.
Erasmo arrematou um colar de safira. Dizia-se que fora criado pelo designer internacional de joias OMA para a rainha do País J.
Simbolizava um amor belo e sentimentos puros.
Clarice também tinha um certo talento para o design de joias, embora não fosse sua verdadeira ambição; ela via isso apenas como um hobby.
No entanto, aquele colar de safira realmente havia capturado sua atenção.
Para bajular Erasmo, Orlando entregou pessoalmente o colar nas mãos dele:
— Sr. Alves, o senhor tem um gosto excelente. Este colar combina perfeitamente com a Srta. Miranda.
Clarice espiou discretamente.
Erasmo não o corrigiu. Afinal, era um presente de casamento para Kátia.

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