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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 103

Com o mal-entendido desfeito, Leandro Neves ajeitou a roupa da Adelina e puxou ela pro colo.

— Adelina, você precisa entender que os meus sentimentos por você são verdadeiros. Vamos parar de brigar, está bem?

Adelina ainda se sentia um pouco sem jeito, embora Leandro Neves já lhe tivesse explicado sobre o incidente anterior que causara seu afastamento.

Aquela mulher havia sido contratada por alguém para armar contra ele.

Mesmo assim, ainda tinha um nozinho preso no peito, mas ela sabia perfeitamente de uma coisa: amava aquele homem.

Ele era como fogo: bastava chegar perto pra ser consumida pelas chamas.

Que fosse, então. Ela nem sabia ao certo quando a família ia acabar vendendo ela num casamento de conveniência.

Em vez de ficar se preocupando com isso, era melhor aproveitar o momento e seguir o que o coração dela queria.

Clarice saiu da Amanhecer Entretenimento e foi direto pro Grupo Financeiro Alves.

Ela iria assumir temporariamente o trabalho de Luan.

Ao chegar ao Grupo Financeiro Alves, já havia alguém esperando por ela na entrada.

— Senhorita Adriel, o senhor Alves já tá esperando a senhora na sala.

Clarice sorriu e assentiu. Guiada pelo funcionário, subiu sem impedimentos até o escritório da presidência.

Bateu na porta e uma voz grave e firme soou lá de dentro.

— Entre.

Clarice abriu a porta, e o homem que a guiava retirou-se discretamente.

Erasmo acenou para Clarice.

— Venha aqui. Dê uma olhada nisto. Se estiver tudo certo, pode começar a cuidar das coisas.

Clarice aproximou-se e pegou o documento sobre a mesa. Era um contrato de trabalho.

Um contrato muito formal, no qual quase todas as cláusulas lhe eram extremamente favoráveis.

O salário, sem dúvida, não era nada modesto.

Até mesmo em caso de rescisão unilateral por parte da empresa, ela receberia uma indenização substancial.

Clarice ergueu os olhos, ligeiramente confusa.

— Erasmo, não precisava de tanta formalidade. O Luan volta em três meses, isso é só para despistar a Família Alves, não há necessidade de tudo isso.

Erasmo esboçou um sorriso suave.

— Se não fosse formal o bastante, como é que o Ezequiel Alves ia concordar em deixar você entrar na empresa?

Clarice apenas observava ao lado. Não precisou dizer uma palavra, e a velocidade do processo foi impressionante.

Após a admissão, Erasmo convocou uma reunião geral com os funcionários para anunciar oficialmente a entrada de Clarice no Grupo Financeiro Alves.

Quando Clarice finalmente retornou ao escritório de Erasmo, sua mente ainda estava um tanto atordoada.

Olhou para o relógio. Fazia apenas uma hora desde que ela entrara no prédio.

Provavelmente, não havia ninguém no conglomerado inteiro que ainda não a conhecesse.

— Pronto, todas as formalidades foram cumpridas. O velho lá na capital já deve ter recebido a notícia. Vamos voltar e nos preparar, partiremos amanhã.

Clarice assentiu, apertando os dedos inconscientemente. Uma turbulência de emoções agitava-se em seus olhos. Amanhã, ela ia ver a família Adriel. E se perguntava que tipo de barraco de família a esperava.

...

Longe dali, na capital, Ezequiel, da Família Alves, havia de fato recebido a notícia. Ele tinha os seus espiões na filial da Cidade H.

Informaram-lhe de como Erasmo desfilara com a nova assistente por toda a empresa.

Contudo, ele não se importou. Erasmo estava cada vez mais difícil de controlar, e o Grupo Financeiro Alves prosperava de forma estrondosa sob sua liderança.

Mas, enquanto ele mantivesse a mãe do Erasmo nas mãos, o Erasmo jamais ia escapar do controle dele.

A Família Alves não via uma celebração há muito tempo!

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