Felipe não conseguia convencê-la, e os dois estavam discutindo arduamente por causa daquilo.
De repente, recebeu uma ligação inesperada de Fernando.
Ao ver aquele número há muito tempo esquecido na tela, Felipe sentiu um frio na barriga instintivo e atendeu.
Antes mesmo que pudesse pronunciar a palavra "pai", os rugidos de Fernando ecoaram do outro lado da linha:
— Felipe, que tipo de mau gosto é o seu? Como você arranja essas mulheres?
— Um assunto tão importante como o seu casamento e você nem sequer me fala nada! Você ainda me considera como seu pai?
— Volte para a empresa agora mesmo! Imediatamente!
Surpreendido por aquela explosão repentina de fúria, as têmporas de Felipe latejaram.
No passado, quando seu pai gritava com ele, ele ficava incomodado, mas suportava calado, afinal, era o seu pai.
Mas agora, ao recordar as palavras de Laís, uma fúria incontrolável tomou conta dele, e ele estourou, gritando ao telefone sem se conter:
— E o meu gosto, não foi herdado de você? Tal pai, tal filho.
— Você teve três filhos ilegítimos em sequência e nunca nos deu uma palavra sobre isso, por que eu precisaria lhe avisar que ia me casar?
— Eu posso voltar para a empresa agora, mas vou de cabeça erguida. Você não tem o direito de me dar ordens!
No instante em que essas palavras saíram da sua garganta, Felipe sentiu que a opressão em seu peito se desfez!
Quem diria que rebater e gritar quando necessário dava um prazer tão grande!
Não importava se era o pai dele, ele já não estava nem aí!
O exemplo vem de cima. Se o pai já havia feito algo tão imoral, não podia culpá-lo pela falta de respeito!



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