Agora, ele havia reduzido todos os seus desejos ao mínimo; só queria poder ver Laís. Isso já seria o suficiente.
Felipe segurava o celular, aguardando em silêncio a resposta de Laís do outro lado da linha.
No entanto, após um momento de espera, a voz que soou foi a de Jorge, limpa e firme:
— Se há mesmo assuntos de trabalho para discutir com Laís, eu a acompanharei até o Grupo Vasconcelos agora.
Ao ouvir aquela voz, Felipe foi imediatamente arrancado de seu profundo devaneio. Seu rosto desmoronou no mesmo instante:
— Jorge, não acha que está sendo paranoico demais?
— Eu chamei Laís para falar de negócios. Por que você tem que ir junto? Precisa se precaver tanto assim contra mim?
A voz de Jorge manteve-se calma e assertiva:
— Se fosse qualquer outra pessoa, não.
— Mas sendo você, sim, e muito.
Jorge fez uma pausa e acrescentou:
— Laís agora é a minha esposa. Eu não correrei nem o menor dos riscos.
E completou:
— Eu não sou como você, que é tão tolerante. Eu sou bem possessivo: só permito que Laís se encontre com você se eu estiver junto, seja para assuntos de trabalho ou pessoais.
Felipe ficou engasgado:
— ...
Com uma expressão sombria, seus dedos apertaram o celular involuntariamente:
— Eu não agi com tanta desconfiança em relação a você no passado. Se o tivesse feito, você e Laís jamais teriam chegado onde estão hoje.
Jorge respondeu com frieza:
— Foi a sua negligência que me fez valorizar Laís ainda mais. Há algum problema nisso?
Felipe engasgou novamente:


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