Laís sempre achara que tal sorte nunca recairia sobre ela.
Mas quem diria que agora, ao unir sua vida à de Jorge, ela ganharia uma sogra tão bondosa, que se importava de todo coração com o seu bem-estar.
Laís sentiu-se profundamente comovida:
— Obrigada, Tia Clara. Isso... isso é realmente muita coisa. Como o Jorge e eu vamos conseguir comer tudo isso?
Clara sorriu, dando tapinhas gentis na mão dela:
— Vocês já são casados no papel, por que ainda me chama de Tia Clara? A partir de hoje, tem que me chamar de mãe. E não vá se esquecer e voltar ao costume antigo.
Laís ficou um pouco envergonhada e, com o rosto corado, murmurou baixinho:
— Mãe.
O rosto de Clara iluminou-se num grande sorriso:
— Assim é que se fala! Já que me chama de mãe, eu nunca a deixarei na mão.
— Agora que você e Jorge estão oficialmente casados e juntos, um grande peso foi tirado do meu coração. Laís, eu, Clara, juro que, de hoje em diante, a tratarei como minha própria filha de sangue. Aliás, serei ainda melhor para você do que seria para uma filha biológica.
— Vamos, vamos, venha dar um passeio no shopping comigo agora.
— Os guarda-roupas da Residência Beira-Rio ainda estão vazios. Vou levá-la para escolher umas roupas.
Assim que terminou de falar, Clara arrastou Laís para fora de casa sem aceitar recusas.
As duas chegaram ao shopping e começaram a comprar sem parar.
No início, Laís sentiu-se bastante desconfortável, pois, desde pequena, sempre estivera acostumada a depender apenas de si mesma.
Era a primeira vez que alguém gastava tanto com ela, incentivando-a a escolher roupas para depois pagar por tudo.

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