Laís olhou para Felipe e não pôde evitar um sorriso frio:
— Felipe, você não cansa de ser infantil?
Felipe, por sua vez, demonstrou indiferença e respondeu friamente:
— A porta do cartório não está aberta apenas para vocês dois.
— Se vocês podem se casar, nós também podemos. Zoraida, vamos, vamos entrar.
A expressão de Felipe era fria quando, na frente de Laís, segurou diretamente a mão de Zoraida e se apressou em entrar pela porta principal do cartório antes dela.
Laís apenas contraiu os lábios ao ver a cena, virando-se para Jorge e dizendo:
— Jorge, por que não vamos sentar naquela cafeteria em frente e esperar eles terminarem?
— Eu não quero que um dia tão importante seja arruinado por pessoas que não quero ver, estragando essa linda lembrança.
Jorge concordou plenamente e, ao ouvir aquilo, pegou a mão de Laís e a conduziu diretamente para a cafeteria em frente ao cartório.
Neste momento, Sofia Ramos estava escondida no meio da multidão num canto, procurando incansavelmente por Laís e Jorge.
Mas, após esperar por muito tempo, ela não viu o casal. Em vez disso, se deparou com Felipe e Zoraida caminhando de mãos dadas em direção ao cartório.
Ao reconhecer as mãos entrelaçadas, os olhos de Sofia se arregalaram em choque, e um estrondo soou em sua mente!
No segundo seguinte, ela saltou de seu esconderijo e se lançou agressivamente sobre os dois.
— Felipe, vocês... Vocês vão casar?
Sofia cobriu a boca, olhando a cena diante de si com total incredulidade, o corpo tremendo incontrolavelmente.
Zoraida viu Sofia, e um brilho de triunfo cruzou seu olhar.
Ela já havia percebido que Sofia nutria ilusões em relação a Felipe, e usaria a oportunidade daquele dia para dar-lhe um aviso severo, evitando assim que o ciúme de Sofia se tornasse um problema que pudesse arruinar seu relacionamento com ele.
Felipe abaixou a voz para que apenas Sofia pudesse ouvi-lo.
Depois de falar, soltou a mão dela, virou-se tranquilamente e, com compostura, pegou a mão de Zoraida novamente, seguindo em direção à recepção do cartório.
Com uma das mãos segurando a de Felipe, Zoraida graciosamente levantou a barra de seu vestido.
Ela olhou por cima do ombro para Sofia, que chorava copiosamente em uma fúria tempestuosa. Com um pequeno sorriso, seus olhos revelavam apenas desdém e orgulho.
Bam!
A última parte de sanidade que restava na mente de Sofia se quebrou de vez.
No momento em que ela viu, com seus próprios olhos, Felipe e Zoraida entregarem seus Documentos de registro na recepção, uma indignação feroz e um impulso incontrolável tomaram conta de todo o seu corpo.
— Não! Vocês não podem!
Sofia gritou histericamente e correu para frente, sacando rapidamente o frasco de líquido que havia preparado do seu bolso —

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