Entrar Via

A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 9

Os olhos de Laís ficaram frios, exalando uma hostilidade gelada:

— Então, por todos os meios necessários, eu vou conseguir tudo o que puder para ela.

Ela pegou a filha das mãos de Dona Zélia e olhou fixamente para o pequeno rosto cor-de-rosa:

— Em suma, juro que as humilhações que sofri na família Vasconcelos a minha filha jamais sofrerá. Mesmo com o divórcio, tudo o que for de direito da minha filha o Felipe terá que dar!

Carla concordou fortemente, acenando com a cabeça com firmeza:

— Isso mesmo! É assim que tem de ser! E o que você vai fazer se a família Vasconcelos continuar intransigente?

Laís olhou para cima e apontou para a Torre Panteão do lado de fora da janela, o edifício de referência de Marbella que estava prestes a ser concluído:

— A Torre Panteão foi inteiramente desenhada por mim do começo ao fim. De todos os projetos, esse é a maior aposta e o de maior prestígio da família Vasconcelos. E se eles não me pagarem, garanto a você que não farão mais nenhum novo projeto daquela magnitude!

Carla animou-se instantaneamente, com os olhos brilhando de orgulho pela amiga:

— Uau! Laís, você agora é o meu orgulho! Nos últimos cinco anos, eu sofria calada achando que ia acabar com uma depressão por ver você tão mal e contida! Sempre quis que você lutasse!

Assim que Carla parou de falar, o celular de Laís tocou e Beto, o designer assistente, atendeu:

— Diretora Monteiro, eu tenho más notícias.

— O que foi?

— O Diretor Vasconcelos acabou de anunciar uma nova nomeação durante a reunião e indicou a Sofia Ramos como chefe principal de design para todo o projeto da Torre Panteão, e irá partilhar o projeto com você...

Laís sentou-se bruscamente, com os olhos arregalados de surpresa:

— O que você disse?

— Já lhe enviei o relatório da nomeação. Em particular, o Diretor Vasconcelos disse que o motivo disso era considerar os valiosos conselhos que Jorge deu em nossos primeiros rascunhos quando elaboramos os desenhos da torre, querendo apenas dar algum reconhecimento público à esposa de Jorge por isso. Não será necessário que ela participe nos trabalhos de forma real...

Laís encerrou a chamada e abriu as notificações de designações recebidas. Seus nós dos dedos ficaram brancos por segurar o celular tão firmemente.

— E por que não liga você mesma?

Laís respondeu: — Quando a minha mãe veio me ver com seis meses de gravidez para entregar a chave de ouro que prometeu, exigiu que a família de Felipe nos desse uma festa de casamento, mas eu me recusei. A minha mãe chamou a mim e ao Felipe de uns fracassados perdedores, me disse que tinha deixado de ter uma filha a partir daquele momento e ficou brigada comigo até hoje.

Carla encolheu os ombros:

— ...Tudo bem, você venceu, o jeito de vocês interagirem é muito engraçado, brigam e dão socos à frente um do outro e se abraçam pelas costas sentindo mais pena que de si mesmas.

Laís abriu um leve sorriso de orelha a orelha. Os olhos avermelharam-se com o encanto do rosto imaculado que lhe viera à memória.

Carla afastou-se para fazer uma chamada no jardim, falando para a mãe de Laís:

— Senhora, a Laís acha que não faz mais nenhum sentido continuar os seus dias com o Felipe.

Um profundo silêncio imperou na chamada e a voz um pouco áspera de uma mulher de meia-idade respondeu, de modo rude mas muito seguro:

— Fala para ela aguentar os próximos três dias, eu estou na Austrália e estarei de volta na sequência.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís