— Laís, estou com pressa agora! Estou te avisando, saia do meu caminho!
Empurrada com brutalidade para o lado, Laís cambaleou e quase caiu no chão.
Felizmente, Jorge, que tinha os olhos afiados, rompeu o cerco rapidamente e a amparou em seus braços.
— Batam neles para valer!
Xavier gritou com ferocidade.
No segundo seguinte, os cassetetes elétricos nas mãos dos seguranças desabaram com violência, golpe após golpe, sobre as costas de Jorge.
Como segurava Laís com as duas mãos, não tinha como se defender no momento. Recebeu vários golpes pesados em cheio, fazendo com que a dor alterasse a cor de seu rosto.
— Jorge!
Laís ficou pálida de horror e gritou desesperada.
Cerrando os dentes de dor e vendo que Xavier se preparava para escapar de novo, Jorge gritou apressadamente:
— Eu estou bem, parem ele!
Àquela altura, Xavier já havia entrado no carro.
Enquanto atendia o celular, ele tentava ligar o motor; provavelmente era alguma mensagem que Sandro lhe enviava.
O veículo estava prestes a arrancar.
Xavier era a figura mais crucial de toda a organização de lavagem de dinheiro de Sandro, além de ser quem detinha os segredos mais vitais.
Se o deixassem escapar desta vez, assim que ele cruzasse a fronteira para a Colômbia, seria extremamente difícil prender toda a gangue de uma vez por todas!
Naquele instante, ignorando a dor aguda, Jorge se jogou sobre o carro de Xavier e escancarou a porta com toda a sua força.
Inesperadamente, Xavier já havia ligado o motor e acelerou o carro para frente de forma repentina.
Agarrado à porta com apenas uma das mãos e sem conseguir equilibrar as pernas, Jorge foi arrastado pelo chão, em uma situação de extremo perigo!
Ao ver a cena, Laís ofegou, cobrindo a boca instintivamente.
Enquanto o carro arrastava Jorge para longe, os seguranças que estavam lutando com Gustavo hesitaram, virando-se perplexos para acompanhar a cena.
Jorge não pôde conter um gemido abafado, forçando a porta a se abrir através da força bruta!
Xavier berrou novamente, esganiçado:
— Jorge, você vai descer dessa merda ou não?!
— Solte o carro! Cai fora!
— Atrasou a minha hora de ouro, não duvide que eu farei um favor a Deus e ceifarei sua vida agora mesmo!
Jorge finalmente conseguira recolher as mãos a tempo. Sem tempo para se importar com os dedos vermelhos e esmagados, seu olhar cravou de súbito na sacola de papel preta que Xavier havia deixado no console central.
Ele percebeu que dentro daquela sacola estariam, com grande probabilidade, os livros-razão principais da lavagem de dinheiro!
Estreitando os olhos, com uma mão ele abriu rapidamente a janela e, com a outra, puxou a sacola de papel num movimento ágil.
No segundo seguinte, sem pensar duas vezes, ele arremessou a sacola pela janela e gritou a plenos pulmões:
— Laís, pega!!!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís