— Laís, eu... minha mão escorregou, foi sem querer.
— Você me perdoa? Eu te imploro, me perdoa... Eu... eu não quero ser presa de novo...
Ajoelhada no chão, implorando desesperadamente, o rosto de Patrícia mostrava apenas terror.
A palavra "assassinato" dita pelos pedestres há pouco a deixara apavorada.
Ela não sabia o que passara por sua cabeça, nem como pôde perder o juízo repentinamente e cometer um ato tão monstruoso.
Agora, seu arrependimento não tinha fim.
Laís continuou no mesmo lugar, olhando friamente para Patrícia rastejando aos seus pés, com o coração ainda disparado de medo.
Se Jorge não tivesse se lançado heroicamente e segurado o carrinho a tempo, o que teria acontecido a Aline seria inimaginável.
E a mulher aos seus pés, que coração tão venenoso; para ter tido coragem de empurrar sua própria neta de um jeito tão cruel!
Quão terrível e vil era aquela mulher.
Antes que Laís dissesse qualquer coisa, Lídia Lima, que estava ao lado, perdeu a paciência.
Ela avançou e deu um chute forte no corpo de Patrícia. Com a dor, Patrícia tombou para trás no chão.
Furiosa, Lídia não conseguiu evitar de xingá-la violentamente:
— Nem mesmo as feras atacam os próprios filhos! Mas você, na frente de todas essas pessoas, tentou matar sua neta!
— Se o Jorge não tivesse arriscado a vida agora, a minha sobrinha estaria morta!
— Uma mulher maldosa como você merece o pior! E ainda tem a coragem de implorar por perdão à Laís! De jeito nenhum; não te perdoaremos nunca!
Patrícia caiu em prantos, chorando tanto que seu corpo começou a sofrer espasmos.

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