— Laís, onde você acha que eu e a minha mãe vamos conseguir cinquenta milhões do nada!
— Não force tanto a barra! Vai acabar recebendo um castigo por isso!
— Felipe, Felipe, você não vai fazer nada a respeito dela? Tia, tia, dá um jeito de controlar essa mulher!
Desesperada, Sofia apertava a cabeça, colapsando por completo.
Gritava com todas as suas forças e, parecendo louca, atirava-se implorando diante de Felipe e de Patrícia.
Patrícia soltou um longo suspiro:
— Laís, contanto que você evite que essas coisas vazem para o público, eu... posso pensar em incluir a sua filha no registro genealógico da família Vasconcelos.
Laís lançou-lhe um olhar gélido:
— Não será necessário. Minha filha leva o sobrenome Monteiro e já tem a certidão de nascimento.
As pupilas de Patrícia se dilataram, perplexas:
— O quê? Você... você... atreveu-se a trocar o sobrenome da sua filha sem sequer nos consultar? Ouviu isso, Felipe, ouviu?
Felipe continuou de cara amarrada, sem proferir uma palavra.
Ficou ali plantado, e ele, que sempre fora tão dominador e superior, agora se reduzia a uma presença inexpressiva, quase invisível perante Laís.
Ele refletia, em silêncio, sobre os seus próximos passos.
A atual Laís era como um cavalo selvagem sem as rédeas, escapando completamente do seu controle.
Ele sabia que, se as coisas prosseguissem naquele rumo, a situação não seria boa, mas encontrava-se de mãos atadas.
— Começarei a contagem regressiva.
— Dez, nove, oito, sete...


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís