— Hahahaha... A Belle de Nuit pegou fogo, não foi?
— Era o único negócio da sua mãe! Quero ver agora com o que vocês duas vão se gabar!
— Tsc, tsc, tsc. Que pena que não morreu ninguém, a brincadeira ia ficar bem melhor...
— Eu ouvi que a sua mãe chorou de desespero! E só de imaginar a cena, eu tenho vontade de dar risada. Hahaha... Que delícia. Gostoso demais!
O interlocutor estava usando um alterador de voz de novo, imitando algum tom vil de homem.
Era um som psicótico e maluco, tão modificado que parecia estilhaçar os tímpanos de Laís.
Laís logo percebeu o que estava acontecendo; era outro truque de Sofia.
A mulher conseguia ser estúpida e burra, e sempre decidia cutucá-la logo no momento em que Laís já estava a ponto de explodir.
Pelo menos uma coisa era certa; ela não tinha mais motivos para segurar o próprio ódio.
Laís disparou as palavras através do telefone, fria e ríspida:
— Sofia Ramos. Pare de tentar se esconder atrás desse filtro de voz, eu sei muito bem que é você. E também sei que quem pagou alguém para queimar a Belle de Nuit foi você.
— É uma delícia para você, é?
— Apenas aguarde. Daqui a pouco, eu vou te dar algo ainda mais delicioso.
Dizendo isso com a cara fechada, Laís desligou na mesma hora.
Do outro lado, Sofia, que até então sentia-se a rainha do mundo, perdeu a fala instantaneamente. O celular em sua mão caiu com um "baque" surdo no chão.
O tom amargo de Laís passou como uma brisa do inferno em seus ouvidos, provocando calafrios em toda a espinha de Sofia.
Dominada pela fobia irracional, ela virou o rosto para olhar Viviane:
— Mãe, você ouviu o que a Laís falou? Por que me pareceu que ela tem muita segurança do que disse?
Viviane também congelou. Ela raciocinou por um momento, mas balançou a cabeça rapidamente:
— Isso não faz sentido. Eu vi as atualizações do caso com a polícia e eles deram o caso como um acidente; é impossível elas provarem algo. Ela está só blefando e você caindo, deixe isso para lá.
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