— Olá, a situação é a seguinte. A febre da bebê baixou um pouco por enquanto, está em torno de 38 graus. Como ela é muito pequena, o médico recomenda a internação. Se a senhora concordar, por favor, me acompanhe para fazermos os procedimentos de admissão.
Ao ouvir a palavra "internação", as pernas de Laís Monteiro começaram a tremer instintivamente.
— Então... é muito grave? Como a minha bebê está agora? Ela está bem?
A enfermeira percebeu a preocupação e a tensão dela, e a confortou:
— Não é grave. Recentemente, tem havido muitos casos de infecção viral causando febre recorrente em bebês. A internação é apenas para facilitar nossa observação e cuidados. O estado dela é estável no momento, pode ficar tranquila.
Laís enxugou o suor frio da testa e logo concordou com a internação.
No caminho para a recepção com a enfermeira, Laís pensou melhor e achou que algo não fazia sentido.
Justamente por a bebê ser tão pequena, além daquela vez no shopping, elas nunca mais a haviam levado para sair. No máximo, quando o tempo estava bom, Dona Zélia a levava para um passeio pelo condomínio.
Laís era muito rigorosa com a higiene; toda vez que voltava da rua, sempre se desinfetava antes de pegar a filha no colo.
Logicamente, era quase impossível que ela tivesse tido contato com o vírus, não é?
Laís ficou com essa dúvida martelando na cabeça, mas não pensou muito a respeito, indo rapidamente à recepção para preencher os papéis da internação.
Em seguida, ela e Dona Zélia levaram a bebê para a ala de internação.
Pensando na saúde da filha, ela havia escolhido um quarto particular VIP.
Aline Monteiro, que antes estava um pouco sonolenta, animou-se bastante à medida que a febre baixava. Ela mamou e até balbuciava sons curtos como se conversasse com as adultas.
O coração de Laís mal tinha começado a se acalmar quando a enfermeira veio medir a temperatura e constatou que a febre estava subindo novamente, fazendo com que a tensão voltasse a tomar conta dela imediatamente.
Naquela noite, Laís quase não pregou o olho.
Depois que a febre de Aline baixava, voltava a subir de madrugada. A temperatura nunca caía completamente; mesmo quando diminuía, mantinha-se em uma febre baixa de cerca de 37,5 graus.
Laís nunca havia sentido tanto medo e aflição em toda a sua vida.
Quando a enfermeira trouxe os exames de laboratório, confirmando que a infecção da bebê era viral, o coração de Laís quase explodiu.


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