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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 115

Jorge Andrade manteve uma postura indiferente. Seus olhos se semicerraram, tornando-se ainda mais inescrutáveis:

— E então? Em vez de se preocupar com a sua própria mulher, você está cuidando da minha?

— ...

— ...

— ...

Jorge desviou o olhar profundo, virou-se e sentou-se ao lado de Gustavo.

Felipe quis rebater, mas foi temporariamente golpeado no ponto fraco pela frase de Jorge. Ele se sentou também, embora a ferocidade em seu rosto não pudesse ser disfarçada.

Lembrou-se de que a ideia original ao chamá-los ali era entender exatamente o que estava acontecendo entre Gustavo e Laís.

Mas não esperava que Jorge fosse aparecer.

A julgar pelas palavras dele, parecia que Jorge e Laís agora pertenciam ao mesmo lado, e que ele não ligava tanto para Sofia.

Afinal de contas, ele e Laís mal haviam interagido antes. Foram apenas breves conversas relacionadas a trabalho, nada mais.

Sentindo-se como o irmão mais velho do grupo, Felipe instintivamente irritou-se, seu rosto ficando ainda mais sombrio. Ele não conseguiu deixar de defendê-la:

— O rosto da Sofia foi espancado daquele jeito e você nem foi ao hospital ver como ela está?

Jorge massageou as têmporas:

— Se ela empurrou os outros para a beirada do precipício primeiro, deve aguentar as consequências.

Felipe franziu o cenho, ainda mais aborrecido:

— Essa é a atitude que um marido deveria ter?

— Aprendi com você.

— ...

O que estava acontecendo?

Até Jorge havia começado a lançar aquelas indiretas sarcásticas?

Seus amigos de infância já não tentavam consolá-lo e agora os dois estavam irritando-o?

Gustavo estava ajudando Laís a causar confusão, dizendo que a cortejaria se ela se divorciasse.

E agora até Jorge, que sempre foi apático, focado unicamente no trabalho e sem o menor interesse pela vida pessoal dos outros, demonstrava uma inimizade infundada.

— Espera aí... será que até você está entendendo errado entre mim e a Sofia...?

A pergunta finalmente escapou dos lábios de Felipe. Ao chegar à metade da frase, sentiu que as palavras eram constrangedoras demais para continuar.

— Não há mal-entendido nenhum.

Capítulo 115 1

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