Bill não olhou para trás, apenas disse suavemente:
— Minha identidade é especial. Morar em casa só traria muitos inconvenientes para a família; é mais prático ficar no hotel.
— Não tem problema, o lugar onde moro é grande e espaçoso o suficiente, vocês podem ir lá quando quiserem.
Depois de falar, Bill virou-se e saiu, caminhando com uma desenvoltura que não deixava transparecer nada de anormal.
Laís suspirou com melancolia:
— Eu esperava que, depois de voltar ao país, meu irmão pudesse sentir o calor do lar. Não imaginava que ele ainda estivesse acostumado a andar sozinho.
Jorge Andrade abraçou os ombros de Laís Monteiro e disse suavemente:
— É muito difícil mudar os hábitos de tantos anos de uma pessoa. Você não precisa se preocupar demais com o seu irmão.
— Eu sei que você quer que ele sinta o calor e recupere a alegria o mais rápido possível, mas quando alguém caminha na escuridão por tanto tempo, é difícil abraçar a luz de uma vez. Precisamos dar tempo a ele.
Laís Monteiro murmurou um "hum" suavemente e depois disse:
— Vamos, vamos comprar uma coroa de flores e levar a Aline ao memorial da família Vasconcelos para prestar nossas homenagens.
— Afinal de contas, ele era o avô biológico da Aline.
Jorge Andrade assentiu com aprovação:
— Sim, eu já mandei providenciarem.
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A família Vasconcelos montou a câmara ardente de Fernando Vasconcelos em um salão de Marbella.
Os quatro irmãos da família Vasconcelos vestiam trajes pretos, com expressões solenes, de pé na entrada da câmara ardente.
Todo esse funeral estava sendo organizado por Felipe Vasconcelos, que suportava uma pressão imensa do início ao fim.

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