Felipe empurrou a mão dela sem dar explicações:
— O divórcio é inevitável, eu não posso ficar preso à sua família Vargas.
— Além disso, temo que você não tenha a capacidade de destruir a minha família Vasconcelos!
Felipe não se deu ao trabalho de dizer mais nada a ela, passou rapidamente pela catraca de segurança, caminhando a passos largos, e sua figura logo desapareceu da vista de Zoraida.
Zoraida olhou para as costas dele, batendo o pé de raiva. Ela queria correr atrás dele, mas foi impedida pelos seguranças, sem a menor chance de entrar.
Os olhos de Zoraida se arregalaram de raiva:
— Felipe! Eu... eu quero ver até quando você vai ficar se achando!
— Eu o aconselho a ser sensato, volte aqui agora e implore pelo meu perdão, ainda dá tempo!
Zoraida gritou para as costas de Felipe.
No entanto, Felipe simplesmente a ignorou, tratando-a completamente como se fosse ar.
Zoraida sentiu claramente que, em comparação com algum tempo atrás, Felipe parecia ter mudado muito de repente.
O Felipe de agora não era mais aquele que zelava tanto pela própria reputação, nem se importava mais com a chamada honra da família ou com os comentários alheios.
O Felipe do passado era meticuloso em tudo, tolerava tudo, temia que os escândalos se espalhassem, temia a instabilidade das ações e temia que o legado centenário da família Vasconcelos fosse destruído em suas mãos.
Mas o Felipe de agora parecia ter perdido repentantemente todas as preocupações.
Zoraida pensou que, ao empurrar Lígia e os três filhos ilegítimos para a frente, conseguiria fazer com que Felipe cedesse imediatamente, retirasse a decisão do divórcio e vivesse bem com ela.
Ela já tinha planejado tudo: se Felipe quisesse retomar uma boa relação com ela, ela deixaria de ser tão arrogante e desrespeitosa como era antes.
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