— Se será aprovado no final, dependerá de o seu plano de reestruturação ser qualificado e se fará os investidores verem a possibilidade de lucro.
— Se o plano estiver cheio de falhas e sem sinceridade, por mais que eu tente interceder, não terá nenhum sentido.
— Eu entendo.
Felipe assentiu solenemente, com um olhar mais sério do que nunca:
— Desta vez, com certeza mostrarei o meu melhor estado e não decepcionarei mais a todos.
Enquanto falava, ele instintivamente ergueu os olhos e olhou para a mesa de jantar não muito longe.
Jorge Andrade estava sentado ali em silêncio, com uma postura preguiçosa e casual, parecendo olhar distraidamente pela janela, mas com o canto do olho sempre fixo neles, mantendo uma distância adequada, mas sem diminuir a guarda.
Uma inveja indizível passou pelo coração de Felipe.
Ele finalmente enxergou com clareza que quem podia ficar firmemente ao lado de Laís agora, favorecê-la descaradamente e protegê-la, nunca havia sido ele.
— Tem mais uma coisa.
Felipe desviou o olhar e voltou a olhar para Laís, com um tom um tanto sincero:
— Você poderia me deixar ver a Aline em breve?
— Eu realmente sinto muita falta dela. Ultimamente, tenho sonhado muito que a levo para brincar no parque de diversões.
— Ela já sabe falar? Poderia deixá-la me chamar de papai uma vez?
Enquanto Felipe falava, os cantos de seus olhos de repente ficaram úmidos.
Ao pensar em sua própria filha biológica, que ele não podia ver a todo momento, seu coração doía como se estivesse sendo cortado por uma faca.
Laís olhou para ele daquele jeito e, sob seu rosto originalmente calmo, houve um leve toque de emoção.
Ela mesma não se opunha a deixar Aline saber o fato de que Felipe era seu pai biológico, mas, ao mesmo tempo, ela sabia muito bem que Jorge sempre tratou Aline como se fosse sua própria filha, amando-a de todas as formas, e que toda a família Andrade nunca havia tratado Aline como uma estranha.

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