Felipe mantinha uma expressão séria, com um misto de aversão no olhar:
— Por favor, preste atenção nas suas palavras. Eu só chamei a Laís hoje, não você. Não use o plural.
Em seguida, antes que Jorge pudesse responder, Felipe atacou primeiro:
— Mas, já que você insiste em se intrometer, não me importo de pedir mais um garfo. Só que o convidado ofuscar o anfitrião não é a atitude correta.
Jorge estava prestes a falar, mas Felipe voltou-se para Laís e disse rapidamente:
— Laís, preciso falar de negócios com você agora. É um assunto extremamente confidencial do Grupo Vasconcelos. Por favor, peça para as pessoas irrelevantes se retirarem.
Jorge: "..."
Laís: "..."
Os dois trocaram um olhar e, através de seus olhos, chegaram à mesma conclusão.
Isso é, ambos sentiram vagamente que algo havia mudado em Felipe. Ele parecia diferente de antes, mas não sabiam explicar exatamente o quê.
— Tudo bem, eu posso me retirar. Quantos minutos?
Jorge não quis prolongar a discussão com Felipe e optou por ceder.
Felipe:
— Dez minutos.
— Ou você pode sentar em outra mesa. Eu pago a sua conta, mas, por favor, me dê o tempo de uma refeição a sós com a Laís.
Ao dizer aquelas palavras, o próprio Felipe, que era o exmarido dela, sentiu uma certa humilhação.
Houve um tempo em que Laís estava sempre ao seu alcance, era a mulher com quem ele dividia a cama todos os dias.
Mas agora, a relação havia mudado. Ele precisava implorar repetidas vezes apenas para ter o direito de jantar a sós com ela.
Jorge ficou perplexo:
— Felipe, eu não preciso que você pague a minha refeição.
Felipe:
— Se é assim, então, por favor, pague a minha mesa também. Não tente comer de graça toda vez.

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