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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 151

CAPÍTULO 184

Débora Andrade

Me deitei esticada na cama, enquanto Luigi levantou e foi no banheiro. Com o tempo que fiquei ali, já foi suficiente para muitas coisas, principalmente para as que ficaram passando pela minha cabeça, de como seria a minha vida agora.

A gente mal começou e Luigi já conseguiu me deixar em casa sem que eu pudesse evitar. Ele mesmo me trocou de trabalho, ele mesmo me fez ficar na casa dele hoje, coisas pequenas como essas, me dão um pouco de medo, não posso me apaixonar por ele, mas como evitar os seus beijos, suas carícias? Impossível!

Quando saiu do banho enrolado na toalha, eu entrei, tranquei a porta, demorei um pouco pra sair, mas como não sorri com a primeira visão que tive?

Na cama tinha uma roupa azul, croped com saia mais curta agora, e outra lingerie, mas ao olhar o restante do quarto, vi que ele não estava.

Depois que me vesti, e me arrumei como deu (pois haviam poucas coisas ali que eu poderia usar), fui até a sala, correndo os olhos, mas também não o vi.

— Senhora... o senhor precisou sair de emergência, não soube explicar direito, mas disse para que descansasse que ele logo voltaria.

— Está bem... — fiz cara de quem comeu e não gostou, e o mordomo pigarreou, tentando não rir.

— A Gleice já não trabalha mais aqui, estou verificando novas interessadas ao cargo, senhora.

— Obrigada, Silvestre!

— Disponha.

Fui até a cozinha e peguei uma maçã, só que quando fui lavar, me assustei porque não vi a aliança no meu dedo, e imediatamente soltei, deixei a maçã ali e fui apressada, procurando por onde andei para ver se eu encontrava.

Aquilo não poderia ter acontecido, sei como é importante pra ele, e principalmente o valor que tem.

“Preciso encontrar!“

Passei pela sala, corredores e fui até o quarto, me abaixei para procurar de baixo da cama, mas me assustei com o barulho da porta que fechou mais forte. “Luigi havia voltado!“

— Voltou tão rápido! — falei no automático, antes de me virar, mas cheguei a cair de bunda no chão, quando virei e vi quem era. — Le... Leonardo? Co... como? — olhei para os lados desesperada, não havia mais ninguém comigo. “Como ele sabia onde eu estava?“ “Como havia entrado ali?“

— Estou decepcionado Déborazinha... pensei que estivesse sentindo a minha falta, e já encontrou outro para me cobrir... já esqueceu que sou insubstituível? — me deu nojo, olhar e ver aquele mesmo semblante de antes, que ria da minha cara, zombava, como se fosse o todo poderoso, dono de tudo, e até de mim... me deu náuseas, misturada com desespero quando deu dois passos a frente.

— Vai embora daqui! Leonardo, some daqui! — andei de costas com a bunda no chão, mas encostei no bidê, e o nojento gargalhou, me fazendo se sentir inferior, tão pequena...

— Eu não te deixei partir, Débora! Apenas te dei uma trégua, mas cansei de esperar. Vim te buscar, e nós vamos pra casa! — as suas palavras só me encheram de ódio, comecei a tremer.

— Eu não vou com você! Tenho outro, quero ficar com ele! Vai embora, Leonardo! — falei firme, com determinação, não queria deixá-lo me intimidar, olhei em volta, mas nenhum dos objetos no bidê me serviriam de alguma coisa, ele é forte demais pra mim.

“Cadê você, Luigi?“

“Será que se eu gritar, Silvestre me ajudaria?“

“Mas e se ele matar o coitado do Silvestre?“

— Já chega de palhaçada! Você não vai ficar na casa dele! Luigi vai se desfazer de você como faz com todas, é tão idiota, assim? — ele segurou os meus braços, e me puxou do chão, enquanto me debatia tentando me defender, até que me forçou contra a cama.

— ME SOLTA!

— Vadia! Eu mal virei as costas, e você foi dar pra outro! Sabe que vai me pagar, não sabe?

— LUIGI VAI MATAR VOCÊ! QUEM ACHA QUE É O IDIOTA, AQUI? — consegui levantar o joelho, dando uma joelhada nele.

— Au! — o empurrei e consegui levantar, indo na direção da porta.

— Vai embora! — ouvi o barulho da caminhonete, meu coração se tranquilizou por um momento.

— Esse foi apenas um aviso! Livre-se dele, que voltarei para te buscar, e ele arcará com as consequências disso! — Leonardo simplesmente saiu pela janela, me deixando paralisada.

Não consegui me mover, nem saber por onde ele foi, muito menos saberia como contar para o Luigi.

De repente, ouvi gritos pela casa, e vi que era Luigi... tomei coragem de me mover e praticamente corri até lá.

— MAS QUE PORRA, SILVESTRE! COMO PERMITIU QUE ELE ENTRASSE?

— Perdão senhor... eu não consegui negar a ele. Pode me mandar embora se o achar melhor! — Silvestre falou, e Luigi atacou uma peça de vidro perto do mordomo, fazendo os cacos se espalharem por tudo.

Luigi parecia sem controle, e correu os olhos pela sala, até me encontrar. Por um momento fiquei com medo, se ele fosse como Leonardo, poderia começar a me prender ali, como o outro.

— DÉBORA! — veio mais perto — Você está bem?

— Não! Quer dizer... eu não sei. — mostrei a mão, não consigo esconder nada dele — A aliança desapareceu, notei quando estava na cozinha. Foi aí que vim procurando por tudo, me abaixei para verificar no quarto e não achei. Não sei se poderia ser ele... — se afastou de mim por um momento.

— SILVESTRE! SILVESTRE! — gritou ao se afastar e abrir a porta do quarto, então o mordomo veio correndo.

— Senhor...

— Quero esse quarto higienizado imediatamente, e também que procure pelo anel da Débora! Ninguém dorme hoje, se não aparecer!

— Sim senhor!

— Vamos, Débora! — ele me puxou pelo braço, e me perguntei pra onde estaria me levando, mas fui paciente, até que entramos num quarto, muito maior e mais bonito que aquele, nenhum vestígio de gatos.

— Você esconde coisas, Luigi... — questionei, incerta. Ele fechou a porta atrás de nós, veio me beijar, ignorando o que eu disse.

— Me ajude a esquecer o que aconteceu, Débora? Vamos esquecer juntos, sem deixar que esse homem abale a minha mente a sua, me deixe ter você de novo! — abaixou uma alça do croped e beijou o meu ombro.

— Que quarto é esse?

— Da minha mãe, mas não usa mais. Está em tratamento, não vai voltar... — passou as mãos na minha cintura, me envolveu nele. — Eu preciso de você, preciso do seu corpo! Tira essa roupa pra mim, me diz quer estar comigo...

— Na verdade, fiquei um pouco nervosa e... — ele simplesmente enfiou a mão por dentro da minha saia e sorriu.

— Realmente, não estava molhada! Vou te fazer relaxar.— “ele claramente falou isso porque supôs que eu pudesse ter ficado molhada pelo idiota, talvez ele se sinta inseguro quanto à mim, por ter sido enganado pela ex, mas não... não vou ficar chateada, o entendo... será um prazer dar a ele o que quer.

Ele se abaixou, enfiou a cabeça por baixo da saia, segurou a minha calcinha de lado e começou a massagear meu clitóris com a língua .

Fiquei encostada num móvel, senti quando puxou a calcinha, que ficou presa no meu tornozelo esquerdo, e ele voltou a me chupar.

— É aqui que te faz gemer não é? — passou o dedo no meu ponto G, e enfraqueci as pernas, ficando a cada vez mais molhada, sentindo inchar lá por baixo, e uma necessidade enorme de Luigi me fazer gozar assim.

— SIM, LUIGI! — comecei a pressionar a minha área íntima nos dedos dele, fazendo com que a sensação ficasse mais forte, e Luigi passava a língua enquanto enfiava os dedos dentro de mim.

— Sua boceta está engolindo meus dedos e apertando por dentro... Ahhhh — ele gemeu, enquanto me acariciava de ambas as formas. — Repita meu nome de novo, Débora! Grita meu nome!

— LUIGIII! — Esfregou mais rápido, lambendo meu clitóris e me fazendo gozar... fiz questão de gritar o nome dele, quero que ele saiba que o quero, e não a Leonardo... — AH, LUIGI!

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