CAPÍTULO 164
Katy Caruso
Eu sei que o tratamento do Peter não será da noite pro dia, sei que ele pode melhorar muito, também sei que uma hora ou outra, pode retroceder, mas ficarei de olho. Como esta noite eu percebi que o seu comportamento mudou, não o deixei continuar, e vi que deu certo.
Agora... aquela puta alisando meu homem não dá! Desliguei aquele celular, já dentro do meu carro, e como não deixei os soldados, nem o motorista dirigir, notei que vieram em dois carros atrás de mim.
Acelerei e passei por cima de algumas flores para ir mais rápido, nem sei quanto tempo levei, mas fui até a boate.
— Katy? O que foi? — encontrei o Enzo no caminho, mas continuei andando.
— Cadê o Peter? — ele veio andando atrás de mim.
— Estava no bar, mas... — fui quase correndo, porém não o vi por lá, fiquei apreensiva.
— Caralho, tem um pequeno alvoroço ali! — Enzo apontou para um corredor, e corri até lá.
Passei por algumas pessoas e vi o Peter com a mão no pescoço daquela mulher e seus pulsos amarrados.
— VOCÊ VAI LIGAR PARA A MINHA MULHER E VAI DIZER O QUÊ ACONTECEU AQUI! NUNCA TE DEI LIBERDADE PRA ISSO! — atravessei os que ainda estavam ali e toquei no braço dele.
— Peter, solta ela! — ele me olhou e a soltou.
— Ela precisa entender que não é assim que as coisas funcionam! — Peter disse.
— TUDO BEM, ACABOU O SHOW AQUI! TODOS PODEM SAIR DO CORREDOR, ESTÃO CAUSANDO AGLOMERAÇÃO! — Enzo começou a tirar aquelas pessoas.
— Não precisa fazer isso com ela, podemos apenas conversar. — olhei para as mãos da mulher, amarradas com uma gravata, e confesso que fiquei com ciúmes.
— Ela encostou em mim, não acha que deve ser punida? — Peter falou, quando observou meu olhar.
— Você é louco! Eu só encostei! — a vadia falou alto com ele, então dei um tapa na cara dela, bem forte.
— Louca é você! Se fizer isso de novo, venho com a faca e atoro as suas mãos! Agora suma daqui que o meu marido tem compromisso! — soltei a gravata que a prendia e ela saiu quase que correndo, então Peter foi segurar a gravata e eu a joguei num lixo ali perto.
— Nem ouse!
— Tudo bem, mas eu vim para conversar com o Alex, inclusive preciso passar no escritório atrás dele.
— Não veio atrás de mulher? — ele franziu a testa.
— Me deixa chateado que me faça esse tipo de pergunta.
— Se tem um homem em que você possa confiar, é o Peter, Katy querida! — era o Alex.
— Bom dia, meu irmão.
— Enzo acabou de me contar da puttana, mas saiba que ele estava comigo até agora pouco, e ainda assim, é um homem de confiança! — Alex o defendeu.
— Está bem, eu confio.
— Que bom, Katy. — Alex.
— Bom, estou morrendo de fome, o café está nos esperando! Até mais, Alex!
— Tchau, pra vocês! — entregou alguns papéis — Aqui está, Peter... a lista que fiquei de trazer, me envie notícias!
— Claro!
Saímos de lá em silêncio, na frente do carro, Peter me puxou.
— Acredita mesmo, em mim? Estou te achando estranha. — segurou nos meus braços.
— Fiquei com ciúmes daquela mulher, ainda mais com a sua gravata amarrada nos pulsos, mas confio. — ele me abraçou.
— Não precisa. Nenhuma outra mulher importa alguma coisa pra mim, só você! Vem no meu carro, nossos homens vão levar o seu.
— Está bem. É que da outra vez, quando bebeu, você disse que só precisava de uma mulher, não que precisava de mim, e por um momento pensei que aquilo tivesse voltado, e...
— Me desculpe se me expressei mal da outra vez. Jamais iria atrás de outra! Agora vem...
Entrei no carro, estava aliviada. Peter me tratou bem, me ajudou a descer, e até puxou a cadeira da cozinha para que eu sentasse.
— Está me agradando?
— Está em casa, Salvatore. Pode decidir se fica ou se vai, se precisa de férias... porquê não tira um mês, aproximadamente? Maicon está trabalhando menos, mas se eu pedir, pode assumir seu posto com facilidade, aprendeu a atirar bem, e suas estratégias são ótimas.
— E, você?
— Vou de vez em quando, para não me sentir estressado de não fazer nada!
— Que bom, então! Avise o Antony e a equipe que vou ficar de fora por um tempo, vou tirar umas férias com a minha noiva! — ele gargalhou e Maria parecia sem graça.
— Boas férias, Salvatore!
— Obrigado, Pablo! Boa noite.
— Boa noite! — desliguei a ligação e joguei o celular para o outro sofá, abraçando melhor a Maria.
— Vai fazer isso, por mim?
— Por nós! Já falei que não quero te perder.
— Mas a máfia, não era seu sonho? Esperou tanto por isso...
— Posso ficar sem a máfia, não sem você! — ela ficou surpresa, então nos beijamos.
Está sendo difícil pra mim, Maria não me deixa tocá-la, não consegui mais que pequenos beijos dela, mas tudo bem... terei paciência.
— Salvatore... — beijei seu pescoço devagar, isso também é difícil, ela é uma mulher cheia de traumas, já me contou muitas coisas que me deixaram com raiva, que Robert e Edoardo fizeram com ela, e a entendo, embora meu corpo tem pedido tanto por essa mulher.
— Dorme comigo está noite? Vou respeitar a sua decisão, só quero me aproximar! — ela assentiu, e levantei como estava, a carreguei até o meu quarto e a coloquei sobre a cama.
Maria ficou me olhando, tirei os sapatos, soltei a gravata e abri a camisa.
— Quer pegar uma roupa de dormir? Fica à vontade. — ela negou.
— Quero tentar, Salvatore! — passou as mãos nos meus braços — Você é um homem tão bonito, tão... — meu corpo agiu tão depressa, que não esperei mais nada.
— Aposto que não vai querer desistir! — a beijei profundamente.

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