Ao dizer isso, lançou um olhar para a Sra. Moreira: “O que foi? A senhora comprou uma falsificação?”
“Eu, eu...”
Sra. Moreira apertou a pulseira que segurava, fechando-a com força na palma da mão, sem ousar dizer uma palavra.
No íntimo, sentiu-se ainda mais irritada!
Seu irmão, sempre guiado pelos próprios impulsos, certamente gastara dinheiro com outra mulher e, sem conseguir justificar a despesa, enviara para ela uma peça falsa!
Achava que o presente de aniversário jamais seria falso, ainda mais sendo tão valioso; pretendia incriminar Dandara e tinha certeza de que ela não escaparia dessa vez.
No entanto, não esperava que fosse, na verdade, uma falsificação...
Ondina lançou um olhar frio para Sra. Moreira e falou com ainda mais rigidez: “Sra. Moreira, amanhã os advogados da nossa ‘Cetro’ entrarão em contato para tratar deste assunto. Independentemente de quem vendeu ou comprou a falsificação, tomaremos as providências legais cabíveis. Espero que colabore quando for solicitada.”
“Além disso, a partir de agora, nós da ‘Cetro’ incluiremos a senhora e sua família na lista negra. Não atenderemos mais esse tipo de cliente!”
“Produtos falsificados prejudicam a imagem da nossa marca ‘Cetro’. Esta infração não é leve.”
O rosto da Sra. Moreira empalideceu; ao lembrar-se da posição de Ondina, deu um passo trôpego para trás.
Ela logo se adiantou, segurando a mão de Dandara, e falou, com medo e ansiedade: “Sra. Duarte, eu errei, eu não sabia que a pulseira era falsa, por favor, peça por mim.”
Ela não teve coragem de suplicar para Ondina. Ondina transmitia uma presença imponente, típica de uma mulher poderosa, o que a intimidava.
Dandara, sem demonstrar emoção, soltou delicadamente a mão da Sra. Moreira e sorriu levemente: “Talvez a senhora realmente não soubesse que a pulseira era falsa, mas tentou me incriminar propositalmente.”
“Acreditou que, por ser um objeto valioso, eu não teria como me defender diante da acusação?”

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